Muitas já fazem parte de seu dia a dia e são válidas para qualquer ano. É sempre bom relembrar.

Não sei como se faz um mundo melhor, mas evitando alguma dessas desgraças já seria um bom começo de 2011.

À miséria humana, com carinho.

Armar guarda-chuva embaixo de marquises

Geralmente quem faz isso possui um daqueles guarda-chuvas descartáveis que só aguentam uma urinada dos céus, ou, então, são aqueles com cabo de pescoço de cisne (equivalente: sombrinha da Madonna dos anos 80, fonte Fundação Getúlio Vargas). A pessoa anda na sua frente como quem acaba de comprar a calçada e só está indo até o cartório pegar a escritura. Não tem a mínima noção de que aquela estrovenga armada é um compartilhador de gotas. Isso quando não se vira sem qualquer aviso e quase inutiliza seu olho.

Resolução para o Ano Novo: andar com tesourão de jardinagem.

Adendo: São Pedro tem porcentagem nos lucros dos vendedores de guarda-chuva. Só isso explica as chuvas repentinas. E o aparecimento inesperado de ambulantes.

Parar na saída de estabelecimentos

O cidadão está quase sempre ao celular, “um desses que só falta falar”, como dizem os populares. O que denota uma incapacidade descomunal de continuar o raciocínio e usar as pernas.

Resolução para o Ano Novo: gritar “tá pegando fogo nessa merda” sempre que ocorrer. Se estiver saindo do buffet, um sopro de cebola na nuca já é suficiente.

Computador lerdo

Um clássico sempre atual.

Resolução para o Ano Novo: o mesmo que 2010: deixar para 2012.

Neve artificial

A onda de “antiestrangeirismo” que contagia a nação só padece de propósito quando chega o Natal. Não basta os 40 graus sobre a cabeça, as roupas pesadas, a maquiagem de filme de zumbi e a interação sem pé nem cabeça de presépio e tecnologia… TEM DE TER NEVE. Nem que seja de isopor.

Resolução para o Ano Novo: organizar manifestos para um Natal mais “abrasileirado”, com bundas, caipirinha e tênis Nike.

Todo aquele que diz “depois apareço”

E pior, aparece.

Resolução para o Ano Novo: peidar.

Batucar com os dedos

Outro clássico. Se o ser em questão fosse tão bom quanto imagina ou tão ruim quanto você gostaria, estaria numa banda de axé, e não do seu lado se imaginando um integrante da banda da Ivete Sangalo.

Resolução para o Ano Novo: bater com a testa no teclado a introdução de “Enter Sandman” do Metallica a cada investida de alguém.

Dobrar papel grosseiramente errado

Parece uma bobagem, mas sinto uma raiva concentrada de gente que pega um papel e dobra ao meio todo torto, como se só houvesse essa possibilidade.

Resolução para o Ano Novo: torcer para a popularização dos tablets.

Deixar a cerveja acabar

Sem comentários. Isso e ofender a mãe são equivalentes no meu dicionário.

Resolução para o Ano Novo: fazer valer a única matéria que realmente importou na faculdade: Controle de Estoque.

Cidadão que usa o elevador e se enfia no fundo

Vai lá ver o botão que ele apertou. Batata: é o 1º andar. Além da preguiça de alguns lances de escada, acha que o número corresponde ao lugar que deve ocupar no elevador.

Resolução para o Ano Novo: (ver item Todo aquele que diz “depois apareço”)

Amigo secreto

E/ou amigo oculto é o coletivo de constrangimento. Se nem Jesus conhecia bem quem andava com ele, imagina você, que só conheceu o ‘presenteável’ quando puxou o malfadado bilhetinho. Mais ridículo que o monte de qualidades que você teve de inventar na hora, é o que você recebe pelo improviso. Exemplo: você presenteia com um Red Label e recebe uma Bostika, dessas vodcas de origem duvidosa. Ou dá um kit churrasco e ganha uma saboneteira.

Resolução para o Ano Novo: se um próximo for inevitável, comece o ‘Amigo Secreto’ dizendo logo de cara quem é, e o que você espera receber. A reação geral será constrangedora. Uma vitória da vergonha alheia.

E pra fechar…

Suzana Vieira

Uma coisa é você se sentir jovem. Outra, é posar de meninona. Suzana Vieira é um caso clássico de tiazona que aparece nas festas da família com saia curta de tigreza, tentando provocar os sobrinhos com histórias picantes sobre a juventude e “o pedreiro Osmar, excelente no reboco”.

Para você ter a ideia mais nítida do que falo, no último domingo, no Domingão do Faustão, deixou o seio vesgo à mostra.

A pessoa Suzana Vieira já não me agrada. A pelada então, muito menos.

Resolução para o Ano Novo: se você tem mais de 25 anos, esquece.