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O Mundo segundo Tio Dino

por Tio Dino

"Fiz sexo com a ironia e nasceu isso. Dei descarga nos valores, abracei o cinismo e tenho aquilo que toda mulher procura: sarna pra se coçar."



Eu só queria ir pra Cachoeiro

O azar segue um padrão: vem sem avisar. Só consegui escrever esse texto agora, porque nas duas tentativas anteriores eu não passava do segundo parágrafo sem chorar.

Eu tinha algumas alternativas para passar a virada de ano. A primeira: um retiro espiritual – meus pecados ainda estavam frescos na memória do capeta, o que poderia contribuir para um desequilíbrio na harmonia Cristã. A segunda: Búzios – não tenho cara de Búzios. Tenho uma alma de Piscinão de Ramos aromatizando com o Tietê. O mais perto de Búzios que já fui foi numa consulta a um pai de santo. Terceira: Europa – sem chances. Continuarei por algum tempo conhecendo a Europa só de Google. Ou, no máximo, me aproximando de um filtro d’água. E o último: Espírito Santo – um convite muito estranho. Deve ser por isso que eu resolvi aceitar: sempre gostei de um desafio.

O destino era Marataízes, litoral sul capixaba, com uma parada em Cachoeiro de Itapemirim – lugar onde Roberto Carlos deixara saudades e uma perna. O fim de ano faz com que as companhias aéreas se digladiem por passageiros nos presenteando com preços absurdamente baratos. Mas achei que Vitória era muito longe e resolvi sair do Rio direto para Cachoeiro. De ônibus. A passagem para o inferno com escala no limbo acabara de ser comprada.

Se o diabo precisasse de coletivo, com certeza usaria os serviços da Viação Itapemirim: carros sem ar-condicionado para uma viagem de mais de 6 horas.

Ainda na rodoviária Novo Rio, já tinha uma ideia do que me esperava. Deveríamos sair por volta das 23h08min e só partimos realmente às 23h30, sabe-se lá por que. Mal saímos do portão e os primeiros problemas surgiram. O pessoal pensou que estava indo para um churrasco e desandou a comprar cerveja dos ambulantes que aproveitavam o engarrafamento para faturar uns trocados. Eu, sentado ao lado do banheiro na última poltrona, via o entra e sai de pessoas apertadas e sentia o cheiro de mijo irradiando uma felicidade desesperada.

Em Niterói o ônibus pifa.

- O que aconteceu motorista?
- Acho que o ônibus ficou com saudade de casa.
- Qual o problema?
- Arrebentou a correia do alternador.
- Não dá pra fazer nada?
- Dá. Esperar outro ônibus.

Depois de 1 hora e meia a espera de outro veículo que pudesse nos levar até o nosso destino, surge um ônibus saído diretamente do interior do Afeganistão ou de algum museu do início da era dos transportes coletivos. A grande diferença deste, além do cheiro de mofo, era o ar-condicionado, que impressionantemente funcionava (!).

E dá-lhe mais cerveja pra comemorar. Dava a impressão de que os passageiros nunca haviam viajado em um ônibus com banheiro e queriam aproveitar ao máximo a experiência abrindo de minuto em minuto esta parte desprivilegiada do veículo.

À uma hora de Mimoso do Sul o ônibus substituto quebra.

- É falta de ar.
- Porra, é a primeira vez que viajo num negócio que se parece com meu avô. Qualquer subida já cansa.
- Sem ar não tem freio. Não dá pra abrir o bagageiro. E a descarga não funciona.
- E qual é a notícia ruim?

Ficamos horas intermináveis a espera de alguma coisa que nos tirasse dali. E em nossos sonhos estavam motos, carroças, paus-de-arara ou bicicletas. Celular, rádio, walkie talkie, pombo correio, sinal de fumaça… nada funcionava. Estávamos presos a um Triângulo das Bermudas. Até o eco de nossos gritos era respondido com um “NÃO TEM NINGUÉMMMMM”.

Voltei para dentro do ônibus tentando me acalmar e abri um livro. Um moleque de uns treze anos abriu a porta do sanitário e falou alto para um senhor que se aproximava: “pai, a descarga não funciona?”, “Luiz, você fez cocô?”… Mentalizei profundo e disse: “puta que o pariu”. Saímos todos do coletivo infestado por uma fragrância de urubu em decomposição.

Sentíamo-nos andarilhos num deserto de asfalto, terra e poeira. Quando num misto de realidade e miragem, um ônibus da Itapemirim surgia no horizonte. Desceram dois mecânicos e um motorista. Uma habilidade tão grande para detectar o problema que só me leva a crer que aquilo seja mais frequente que as linhas que eles disponibilizam.

- A gente vai trocar de ônibus, moço?
- Nem adianta. Esse aqui não vai caber na rodoviária de Mimoso.

Seguimos viagem ao som de resoluções de Ano Novo, que incluíam escolher melhor as empresas com qual viajávamos, promessas de banho de sal grosso, orações a São Cristóvão e outros ruídos indecifráveis. Em Cachoeiro, muito próximo da estação, um gordinho simpático foi até minha poltrona e perguntou.

- Moço, você sabe se tem alguém no banheiro?
- Não sei. Acho que não.

E vomitou. Todo refrigerante e a coxinha que o faziam ter esse formato arredondado.

Quando vi uma garrafa de guaraná Dolly rolando até bater em meus pés, não me restava a menor dúvida: era a assinatura que faltava para este belo relato.

***

E Marataízes? Peguei um sol de rachar por três horas e até hoje estou descascando. O resto do fim de semana foi de chuva. Água que não caía por lá havia cinco anos.

Nunca mais voltarei pra buscar 2011. Se quiser que venha sozinho, e de Viação Itapemirim!


Microcrônicas

Estive recentemente com Pesquisa, renomada analisadora de problemas comezinhos de nosso cotidiano. Alertou-me sobre os perigos de tentar levar uma vida extramente saudável: “Pode dar câncer” e o esmalte vermelho em mulheres de meia idade: “Mais propensas a um relacionamento sério”, diz Pesquisa.

Pesquisa abordou também alguns problemas urbanos interessantes como as bitucas de cigarro. A quantidade delas despejadas anualmente no chão de nossas metrópoles daria para alimentar a África inteira por 5 anos. Se o pessoal de lá comesse bitucas, evidentemente.

Alheio à nossa conversa didática estava Estudo, seu marido, que do outro lado da varanda contemplava um céu enegrecido.

Ergueu a mão e firmou o indicador para o grande cinza: “Vai chover”, apontou Estudo.

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As discussões não levam a nada porque não foram suficientes para render um soco. As agressividades das suas palavras é que direcionam meu punho contra a vossa face.

Chega de violência gratuita. Vamos capitalizar!

Uma pesquisa da Middlesex University, de Londres, revelou que 85% dos turistas brasileiros se preocupam com a violência no Rio de Janeiro. Os estrangeiros se preocupam menos: 61%.

O que me preocupa no Rio não é sair na rua. É conseguir voltar dela.

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Não existe uma prova classificatória para casamentos e a procriação de filhos. Embora houvesse, estaria sob a sentinela de um apêndice governamental como o MEC, que o subjugaria ao anencéfalo ENEM.

Qualquer babaca com alvará pode vir a ser um progenitor de sucesso e transmitir seus genes iluminados a uma pobre criança. Afinal, a cabeça que pensa não participa do processo.

Ninguém pede para nascer. Mas clama aos céus para ser chamado de idiota.

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O novo Ministério das Irregularidades cumpre bem o seu papel ao escolher especialista em propina para a Secretaria de Escândalos. O Gabinete da Subtração e Prejuízo ao Tesouro já deu seu parecer favorável à contratação de aviltadores de carreira.

O subsecretário da Agência Regulamentadora de Fomento à Fraudes foi enfático em seu desacordo de eliminar o Plano Nacional de Usurpação do Erário da pauta da Câmara.

José Sarney vê um Brasil mais claro, democrático e torpe com essas medidas.

Isso e aquilo outro você encontra mais na Fan-Page Tio Dino.


O que espero do Rock in Rio

Primeiro, que “Rock” no nome pudesse fazer sentido. A cada evento, a palavra ficar mais parecida com uma faixa de pedestre: meramente ilustrativa e não muito respeitada.

Sou um fervoroso defensor de que, se uma coisa tem nome, ela precisa ter uma conexão com esse nome. Num exemplo equivocado, é o mesmo que você ir ao Crepe do Gilson e só ter coxinha.

Faço parte de uma geração que via a imagem do roqueiro carregada de significado. As roupas rasgadas, os cabelos ruins, tatuagens mal feitas e hits grudentos. O que vemos nos palcos de hoje são modelos de São Paulo Fashion Week depois da enchente. Gritando pelo resgate.

O Rock in Rio é mais ou menos isso. Enquanto você espera pelo crepe, eles vão te empurrando um monte de coxinha. Sem recheio algum.

Eu lia e ouvia falar dos pedidos em cada camarim e sempre imaginei como seria comigo. Como seriam os meus pedidos.

Bem, eu quero:

Paula Fernandes e Joss Stone, de lingerie.

Um Pterodáctilo, só pra depois de embriagado tentar falar o nome dele.

Discos do Justin Bieber, Luan Santana, Restart, uma caixa de fósforos e álcool.

Um saleiro que não fique entupido.

100 toalhas brancas com “SUA LINDA” bordadas para entregar às fãs.

Embalagens em que o “rasgue aqui” funcione.

Muita comida light e cerveja sem álcool, que é pra jogar fora e falar “vamo parar com essa putaria”.

Um Pogobol, mulheres de patins, um Pense-Bem, o Sérgio Mallandro e… opa, isso está parecendo o Prêmio Multishow.

A paz mundial.

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Por enquanto é isso. O que espero do show da vida é mais retorno e menos microfonia.


Aforismos sobre pais para o dia deles

Meu pai era um cara de status. No trabalho, ocupado, em casa, ausente. E, segundo minha mãe, na cama offline.

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Quando minha mãe engravidou, quem sentia desejo era meu pai. E, geralmente, era o de ir pro bar.

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Recebi por e-mail uma promoção de maleta de ferramenta pro Dia dos Pais. Espero que venha com um bom veda-rosca pro cara que teve a ideia

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- Meu pai foi atingido por um rádio a pilha que caiu do 10º andar.
- Machucou?
- Não, mas não consegue tirar “Você, você, você quer” da cabeça.

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“Um dia isso tudo vai ser seu”. Disse meu pai olhando para os carnês na mesa.

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Nada de bobagem de Iphone. No meu tempo, rico era quem ligava pro velho vir buscar de carro no colégio quando chovia.

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Pior do que não saber de onde vem, é ele ainda te chamar de “pai”.

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Papai cantava uma música de bichinhos pra gente dormir: “oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo… Vão se fuder!”

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A mulher do meu amigo está grávida. Se ele já está feliz, imagina o pai!

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Pai que reclama de professora gostosa: fera, no meu tempo só o que dava pra comer era a merenda.

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Meu pai sempre foi avesso a novidades. Para me aceitar levou 15 anos.


Elano facts

“Ta vendo aquela Lua, que brilha lá no céu?” É só a bola do Elano.

Vou pedir pro Elano chutar os números da Mega Sena. Se o valor for alto é capaz de acertar.

A Nivea Stelmann terminou com o Elano porque ele ficava muito em cima.

Sabe por que o Elano usa cueca apertada? Porque a bola fica pra fora.

Complete a música: “Além do horizonte existe”…. o resultado de um chute do Elano.

O Elano devia trabalhar na base de Alcântara e ensinar o pessoal como é que se coloca as coisas em órbita. (@LaraLimaBilly)

Quando Elano errar mais um pênalti vai pedir “Voar, voar, subir, subir” no Fantástico. Isso se ele não perder o programa.

Quando Elano nasceu, as bolas estavam por cima do pinto.

Elano lança o livro “Um dia joguei tudo pro alto”.

A história da Sandy fornecendo o orifício jogou pra fora todas as piadas com o Elano.


Maneiras de evitar uma conversa possivelmente desagradável

Não há uma maneira 100% eficaz para evitar uma conversa 100% chata, mas há mecanismos para descobrir.

Todo chato é reciclável. Não é absorvido pela natureza, pelo contrário; acha em seu íntimo que ela depende muito dele para polinizar informação.

Sabemos que a maneira mais elegante e fulminante de dizer “NÃO” é ignorar. Porém, dá para entrar na dança e colocar o pé para o xarope tropeçar. É assim que nascem os escrotos. Mas escrotos com requinte.

1ª situação

Todos têm atração para poças d’água e pessoas inconvenientes. Na rua, quando alguém que há muito você não conversa abordá-lo, saia dessa situação da melhor maneira:

- E aíiiiii cara!!!!! Tudo bem!!!!!!! (Esse é o chato megalomaníaco. Quando fala é possível visualizar letras repetidas e excessos de exclamação saindo pela boca).

- Não. Minha mãe morreu, descobri um tumor inoperável no cotovelo, minha filha usa drogas e o meu caçula fugiu com um cara chamado Agenor.

Fim da aporrinhação.

2ª situação

Na internet, onde os casos se acentuam de maneira mais perigosa, podemos encontrar alternativas que não apelem para o senso comum, que é bloquear, dar unfollow e puxar da tomada.

Fulano diz:
E

Cara
Beleza
Fala as novidades
Qual a boa pro findi
Rsrsrs
Vamo pirá!

(Esse é o chato carnê. Fala em prestações de até 24 vezes e com juros).

Você diz:
Cara, me empresta 500 reais?

Fim da aporrinhação.

3ª situação

O elevador é o metro quadrado mais caro para se dividir com um desagradável. Pensa que está no Chat Amizade e deve sair fazendo amigo sem qualquer critério.

- Que frio, hein? Final de semana vai ser ainda mais, com possibilidades de rajadas de vento Sul e instabilidades. (todo chato é um meteorologista nato)

É agora que entra você:

- Posso aproveitar o tempo pra te apresentar uma oportunidade de negócio?

Fim da aporrinhação.

4ª situação

Além de um excelente baba-ovos com bacon, o insuportável, por alguma razão, insiste em manter relações cordiais com você. Talvez para usar da sua distração e puxar o tapete. Ou meter a azeitona no seu nariz.

- BORA ALMOÇAR, CARA! Sei onde tem um grelhado de lamber os beiços e a bota do dono.

- Tudo bem, mas a gente tem que comer devagar, porque costuma sair pus do meu herpes labial.

Fim da aporrinhação.

***

O chato é como o primeiro jato no exame de urina: deve ser desprezado. Se nada disso resolver, desligue todos os seus aparelhos. E torça para não faltar açúcar na casa de algum deles.

Com a colaboração do inefável @aperteoalt.


Considerações finais a respeito do jogo do Brasil

Foi um jogo tão difícil quanto trocar produto com defeito em Ciudad del Este.

Deu vontade de jogar um Hiphone na cabeça do Mano e um tênis nas pernas do Ganso.

Um dia é a bola que é ruim; outro dia é o campo que atrapalha. Engraçado que na época do Romário não tinha disso.

Segundo o IBOPE, o aproveitamento da Seleção Brasileira em pênaltis é de 0%. A margem de erro é de 100% para cima.

O Ronaldo pode já ter se envolvido com 3 travestis, mas nunca com 4 pênaltis perdidos.

Quando que na época do Bebeto tinha atacante “Colírio da Capricho”? Só te pergunto isso.

Imagina o Neymar pobre. Ou o Tevez com cãibra. A América do Sul tem essa cara.

Pra disfarçar os buracos da grama do estádio, encheram de areia. Pra disfarçar o futebol do Brasil, botaram o Neymar.

O Maicon, pelo o que correu, só serviria como atravessador na Ponte da Amizade.

Não existe gol feio porque o Galvão nunca veio na minha cidade ver o que tem dessas merdas rebaixadas e com adesivo de fogo na lateral.

Pra quê um time com tanto volante se não sabe pra qual direção ir?

Para evitar falsas expectativas, proponho matar todo “é o novo Pelé” ainda no berço.

E por fim: seria incrível se o vídeo do internauta fosse um suicídio assistido.


Um levantamento da semana

Começar um post com um título fazendo trocadilho é muito spoiler sobre o que vem a seguir.

Pra você que perdeu o que aconteceu porque estava reclamando de frio, aí vai um compilado do que melhor e pior ocorreu durante esta semana.

Frio
No mês passado fugiram cerca de 72 presos do Centro de Triagem em Florianópolis, que terá seu nome trocado para Centro de Peneira, já que só fica do lado de fora o que não presta.

Mas enquanto o sistema penitenciário catarinense não se encarrega do seu trabalho, um novo aliado contra o crime organizado faz a sua parte. É o frio. Um baiano foragido não conseguiu suportar a friaca do estado e ligou para o 190 pedindo um cobertor de orelha.

Bueiros explosivos
O Brasil ser apontado como um dos países mais felizes do mundo tem algo a ver com a quantidade de piada que ele produz sobre si próprio. Depois de pesadas operações policiais em favelas e greve de bombeiros, tudo o que o Rio de Janeiro precisava era de bueiros explodindo do nada, não é mesmo? A Cidade Maravilhosa é um lugar que te põe pra cima.

Notas relacionadas:
“Explosões em Bueiros” entram para o guia turístico do Rio.

“Só no Carioca Urbano: acerte qual bueiro vai explodir e ganhe 50% de desconto”.

Ressaca do Google+
Seria como se uma menina tivesse enchido a cara numa festa muito badalada, andado em círculos, ficado com o cara mais gato e na segunda-feira nem se lembrasse mais do sujeito ou do lugar. Assim seria a relação da Internet com o Google+. Se fosse uma rede social de verdade.

Futebol medíocre da Seleção Brasileira
O Brasil fez no domingo tudo o que sabe: criar cortes de cabelo ridículos. A Venezuela é tão fraca que não deveria estar na chave, mas presa a uma tramela. Mesmo assim deu uma canseira em uma Seleção Brasileira avessa ao futebol, à técnica, ao ataque, mas totalmente complacente com a marra.

Ministros demitidos
Alfredo Nascimento é o 4º ministro de Dilma a cair em 6 meses de Presidência. Lembra daquela expressão “caindo de maduro”? A esplanada dos ministérios é este grande pomar repleto de laranjas, maçãs podres e sacos de esterco que, mesmo vazios, param de pé.

Morte de Itamar Franco
Morreu Itamar. O presidente que ficou famoso por substituir Fernando Collor na histórica marcha do impeachment, pela retomada da produção do Fusca e por aparecer ao lado de outro capô.

Seu corpo fez um tour por Minas, o que leva a crer que Deus tenha encomendado cachaça e uns queijo com ele.


Mulher, o melhor aforismo

Só quem não gosta de mulher é a sua esposa. Mas pelos motivos certos.

Trazemos até vocês os mais extraordinários aforismos sobre “mulher”. À todas elas com carinho.

***

Mulher é como vinho. Quanto mais, melhor.

Mulher é o melhor GPS que existe. Só não informa como descobriu onde você estava, porque o manual muda de acordo com o proprietário.

Mulher é uma coisa tão complexa que consegue ser esposa, filha de 15 anos, amante e, pior, sogra.

Sou fã de mulheres resolvidas. As que resolvem deixar o marido em casa para sair comigo são um exemplo.

Mulheres sexies aumentam meu déficit de atenção.

Em briga de marido e mulher não se mete a amante.

Uma em cada duas mulheres acredita na fidelidade do namorado.

Já tive uma mulher bonita, interessante e inteligente. O único defeito dela era o marido.

Se uma mulher já esconde segredos, imagina uma que usa burca.

Dependendo da mulher, broxar é moleza.

Chopinho, saidinha, puladinha de cerca. Mulher perde a cabeça por cada coisinha…

Dizem que na África é tudo muito atrasado. Pela quantidade de gente que tem, calculo que até a menstruação das mulheres.

É mais fácil juntas as duas Coréias que duas mulheres brigadas.

Mulher bonita não faz cocô. Larga um Chandelle.

Se as mulheres têm a “perseguida”, então os transexuais têm o “fugitivo”.

Mulher feia e fogos de artifício a gente só não chega perto quando tá sóbrio.

A melhor e pior mulher são a que faz do homem o seu sapato. Experimenta e pisa pra ver se serve. E se não combina, troca.

Gosto muito dessa interação mulher com mulher, conhecido popularmente como lesbianismo.


Guia do solteiro para o dia dos namorados

Neste domingo, 12, é Dia dos Namorados. É sempre bom lembrar, porque não são todos os familiarizados com a data. Mas o Dia dos Namorados não foi criado para humilhar ninguém, tampouco para adiantar seu plano de suicídio parado há um ano. Pense que até Van Gogh não teve seu cobertor de orelha.

Há muitas vantagens, sim, em se passar a data sozinho:

1 – Não vai ser preciso atualizar o perfil conjunto do Facebook, Twitter e Orkut com o assunto “findi perfeito”.

2 – Não será necessário andar com chip de localização implantado na pele.

3 – Você poderá fazer um programa a dois contratando uma profissional do ramo.

4 – Em vez da geladeira abarrotada de especiarias e ingredientes para o jantar especial, haverá cerveja para uma década.

5 – Filme: de luta. Jogo: de tiro. Música: rock pauleira.

6 – Se estiver sentindo um vazio – e ao mesmo tempo de saco cheio – é só assoprar sua boneca inflável.

7 – Nenhuma pessoa vale um presente de 10x sem juros cuja última parcela você está indo agora nas Casas Bahia quitar.

8 – Sem necessidade de explicar chupão no pescoço, batom na camisa, herpes labial, nomes suspeitos como Bar da Josy Empreendimentos Artísticos na fatura do cartão de crédito, nem aquelas estranhas pessoas dormindo no chão da sala.

9 – Pode pedir carinhosamente para a Renata Sorrah ir embora da sua casa. Aquela que, na noite anterior, você chamava de Gisele Bündchen.

10 – Você pode fazer coisas de homem maduro e independente, como libertar o Cesare Battisti de porta aberta, pedir pizza três vezes no dia, jogar futebol dentro de casa e cortar unha no sofá.

Namorar tem, sim, suas vantagens. Mas eu teria de fazer um “Guia dos Namorados Fofinhos”, o que passa longe da intenção desse texto, que é identificar e agrupar o maior número possível de solteiros. E criar uma irmandade. Uma irmandade que possa praticar o incesto.

Um dos grandes pesares do início de qualquer relacionamento que não seja o seu, é a mudança súbita de comportamento da outra pessoa. Um bom termômetro são as redes sociais:

- Você segue uma pessoa porque é incrivelmente interessante, mas de repente ela começa a ficar chata demais. É evidente que começou a namorar.

- Você vai convidar alguém para sair no MSN, com a tradicional empolgação que antecede a sexta-feira, e a pessoa diz: a) To sem grana; b) Estou “indisposto”; c) Depois eu apareço. É batata: mais um preso sem fiança.

- Check-ins demasiados em lojas de flores, shoppings e cinemas também são fortes indícios da perda de mais um soldado no campo de batalha.

As possibilidades de pegar alguém na véspera do Dia dos Namorados aumentam consideravelmente. Muitas mulheres tornam a data o seu personal-carnaval-fora-de-época. Sempre tem aquela propensa à depressão, que acha que se não beijar ao menos um sapo, pode virar a tia solteira depois da meia-noite.

É a sua chance, valente guerreiro. Prometa o mundo, mas confiante que ele vai acabar em breve.

O que um solteiro deve fazer neste dia dos namorados:

1 – Se for desses sentimentais, evitar a aproximação com músicas do Coldplay e giletes.

2 – Trocar o filminho hit do momento Eduardo & Mônica por qualquer um do Steven Seagal barra Chuck Norris. Esqueça também a saga Harry Potter, produto muito querido entre casais. Opte por outro que tem 7 partes (durante o filme elas se dividem em muitas outras): o sempre bem-vindo Jogos Mortais.

3 – Chame os amigos que estiverem solteiros para uma cerveja. Quem mencionar a ex paga um engradado.

O que um solteiro deve vestir neste dia dos namorados:

O homem solteiro, por excelência, não sabe se vestir. Mas dá para evitar algumas coisas com nossa tabela de pontuação.

1 – Crocs e pochete: menos 10 mil pontos na tabela do bom gosto.

2 – Camisa de time desbotada: 1 mil pontos na escala da independência amorosa.

3 – Cueca com detalhes em marrom: powerful solteiro 5 estrelas.

4 – Boné de aba larga e calças até o joelho: se você passou dos 30 e ainda usa isso, tente se imaginar uma senhora usando minissaia. O grau de ridicularidade é semelhante, beirando o 100%.

E como todo bom solteiro, agora vamos ao nosso cantinho da depressão:

Momento mágico: um dia ela me disse que me amava e no outro sumiu.

Encontro inesquecível: eu, minha namorada e o namorado dela.

A melhor forma de surpreender a amada: terminar.

Quem você levaria para uma ilha deserta? O GPS.

Tão indeciso que no bem-me-quer, mal-me-quer, sempre parava no quem-sabe.

Deus tem um plano para cada um de nós. No meu caso, espero que tenha um B.

Joguei “Dia dos Namorados” no Google e apertei “Estou com sorte”. Apareceu: “ta nada”.