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O Mundo segundo Tio Dino

por Tio Dino

"Fiz sexo com a ironia e nasceu isso. Dei descarga nos valores, abracei o cinismo e tenho aquilo que toda mulher procura: sarna pra se coçar."



Problemas matemáticos modernos

1 blog recebe R$ 1,3 milhão para fazer 365 vídeos. Quantos blogs de humor são necessários para conseguir bater essa piada? Impossível saber.

Na minha casa são 4 pessoas. Cada uma bebe líquido 5 vezes por dia. Quantos copos eu preciso pra passar uma semana? 50, porque a diarista não vem.

Se 1 pessoa come um saco de pipoca em 30 minutos, em quanto tempo 2 pessoas comem o mesmo saco? 10 minutos, porque rola uma competição.

Se 1 pedreiro constrói uma casa em 40 dias, em quantos dias 2 pedreiros constróem a mesma casa? 60 dias, porque vão ficar conversando.

O que dá juntar o Oswaldo Montenegro, o Ivan Lins e o Djavan num mesmo lugar? Não se sabe, ninguém conseguiu ficar lá.

Quantos baianos são necessários pra trocar uma lâmpada? Até o fim deste problema nenhum foi encontrado.

Um tuiteiro tem 1324 seguidores. A cada dia ele diz ganhar 12. Em 30 dias, quantos seguidores ele vai ter? Nenhum, porque todos são perfis que ele mesmo cria.

Se uma banda emo tem 5 integrantes e uma bomba é lançada durante o show, quanto integrantes sobram? Kkkkkkk (maldade)

1 mulher feia te dá mole. Quantas latas de cerveja são necessárias para encará-la? Aí vai de cada um.

Você tem 52 janelas de MSN abertas. Quanto tempo é necessário para você fechar as 52 janelas sem que o patrão perceba? 1 min, se você desligar o monitor e fingir uma pane repentina.

Uma pessoa caminha de Copacabana ao Leblon em 1 hora a velocidade de 5 km/hora. Se ela pegar um táxi a uma velocidade média de 60km/hora, em quanto tempo chega? Depende do sotaque da pessoa. Se for carioca, em 15 minutos. Se for nordestino, o táxi vai ter que fazer uns desvios e vai chegar em 40 minutos. Se for gringo, o táxi vai sugerir passar antes no Pão de Açucar e vai demorar 1 hora e meia.

O consumo de cerveja aumenta a necessidade de fazer xixi. Após o primeiro xixi, o intervalo entre os próximos tende a reduzir. Qual o nome da fórmula que calcula esses intervalos? Cálculo renal.

Com o excepcional Murilo Gun.


Projeto Tamacho

Liberte, igualité, cervejé

O que é?

Mais do que um trocadilho com Projeto Tamar, o Projeto Tamacho é uma ONG virtual criada para defender uma espécie em extinção: o homem sem frescura, hetero, pagador de contas e praticante da monogamia de resultados. Inicialmente, a ONG abrigaria apenas homens brancos, mas indivíduos de outras etnias reivindicaram sua inclusão, por serem vítimas das mesmas violências.

A ONG Tamacho nasce como associação civil, de direito privado, de caráter avacalhativo, de duração indeterminada, mesmo com ereção prejudicada, regida pelo presente Estatuto meia-boca (porque Tamacho não segue modelo, mas tenta pegar o telefone) e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicadas. Nunca de costas.

De onde saiu isso?

O Projeto Tamacho nasceu no Twitter em um sábado, 12 de março de 2011. O autor Zé Dassilva ficou em casa cuidando da criança enquanto a mulher foi para o Camarote Brahma no desfile das campeãs. Lançar a ideia no Twitter foi seu grito desesperado por mais esta violência contra o homem hetero e pagador de contas.

No que deu isso?

No dia seguinte à sua criação, o Projeto Tamacho chegou ao segundo lugar nos Trend Topics do Twitter no Brasil – e permaneceu horas entre os dez mais, à frente de #FlaFlu, #Faustão, #Fantastico, #PatriciaPoeta, #ZecaCamargo e #niverLuanSantana. Ao longo da noite, trocou de posição com Patrícia Poeta várias vezes, o que levou os ativistas ao êxtase.

Pra quê isso?

O Projeto Tamacho tem como objetivo resgatar a auto-estima masculina, além de promover a inclusão sexual de desprovidos de beleza, carecas e pançudos; estimular debates a respeito da última Playboy e rever a participação da autoridade da casa nos afazeres domésticos.

Além disso, o Projeto Tamacho promoverá as seguintes ações assistencialistas:


Instituto Nelson Gonçalves: promove a inclusão sexual de feios, carecas e pançudos. Possui luz vermelha e 2 doses por R$ 20.


Casa de Assistência Jece Valadão: abriga machos heteros abandonados e falidos.


Unidade Zeca Pagodinho: promove debates sobre a importância homeopática da cachaça na cura de patologias.


Entidade Waldick Soriano: discute etiqueta.


Workshop de abordagem tática com José Mayer.


Centro Cultural Humphrey Bogart: exibe filmes e promove leitura de temas alinhados à ideologia do Projeto Tamacho.

Dia do orgulho hétero: em 21 de junho, data de nascimento de Nelson Gonçalves. Ao invés de passeata ocupando as ruas, nos reuniremos em mesinhas na calçada mesmo.

Criação do CDH: é o Código de Defesa do Homem: prevê, entre outras coisas, período de defeso do futebolzinho e da cerveja.

Proposta da Lei Mário Costa: em homenagem ao marido agredido pela funkeira mãe- loira Verônica Costa.

Como vai ser a sede da associação?

O Edifício Norman Mailer, que abrigará a entidade, terá em suas dependências:

- Mictório com cubículos isolados, calha coletiva e muros em toda a extensão do território.
- Sala com isolamento acústico e som ambiente de congestionamento para atender o celular.
- Não há abridor de garrafas. Só será permitida utilização de facas e beirada de mesa.
- Academia de líquidos para a manutenção do mínimo de barriga exigido pelo estatuto: formato de uma pochete sem zíper.
- Campo de futebol com grama alta e traves feitas de restos de construção.

Quais eventos a Tamacho promove?

- Campeonato de castelo de latinha de cerveja e chope em quilômetro.
- Manifestações artísticas com urina no muro.
- Curso verbal para respostas automáticas em brigas conjugais.
- Seminários mensais com temas variados, como “Deixar a roupa espalhada. Uma reafirmação masculina”.

Inscrições e informações nos comentários abaixo.


Memórias do Carnaval

Comecei mal até no título deste famigerado post. Meus familiares pediram uma lembrancinha da viagem de Carnaval que fiz, como se isso fosse possível. Compilei alguns acontecimentos e aforismos em mais uma pseudo-reportagem para este glorioso espaço.

- Depois que vi uma camisa com os dizeres “Motorista da rodada só se for o do SAMU”, percebi o que se avizinhava.

Carnaval é guerra. Tanto para a pegação generalizada, quanto para se adquirir hematomas inexplicáveis. Na enfermaria, soldados da batalha. Centenas esticados sobre macas clamando por glicose. Um vomitódromo de gente fantasiada e choros compulsivos sejam por uma desilusão amorosa, sejam pela falta de cerveja no isopor.

Destaque para o número sempre excessivo de mulheres deitadas pedindo para não morrer. O bombeiro-herói, como um padre que dá a extrema-unção, reconfortando com um “vai morrer sim, mas não hoje”. E lá descia goela abaixo um coquetel muito parecido com o suco gástrico do demônio.

- Um dos esportes inventados e que tive o desprazer de participar foi “Arremesso de Cadeiras”. Tentei apanhar uma no ar, pensando estar em um filme típico do Domingo Maior com Steven Seagal e tive o braço parcialmente danificado. Se você tentar isso, a dica é arriscar o chute derruba-muro do Anderson Silva.

- Assisti pelo menos a um trecho de um dos desfiles pela TV, enquanto sarava do meu provável 4º porre contabilizado. E, na boa, a Ana Hickman caindo é a única maneira de deixar uma loura daquela envergadura aos seus pés.

- Você sabe que um lugar é ruim quando até bêbado vê gente feia. Foi o que aconteceu em uma das festas que acabei entrando. São Jorge teria muito trabalho para liquidar o rebanho que se formava ao som de “Quero não, posso não”. No próximo Carnaval, sugiro que junto das camisinhas se distribua também desodorante.

- Triste tempo em que até a Hebe Camargo beija mais gente no Carnaval que você.

- Uma das coisas mais contraditórias e engraçadas são homens vestidos de mulher, brigando com o cara do estacionamento e chamando um borracheiro porque furaram os pneus. Incorporaram até a dificuldade feminina de trocar um. Aliás, um paradoxo para o próximo Carnaval: cartunista Laerte fantasiado de homem.

- Vendedores são os mestres-salas dos blocos de rua e seus carros-alegóricos de cerveja morna a 4 reais são um espetáculo de evolução a parte. Um quis me ensinar que “frevo não é aquele guarda-chuvinha que se põe na bebida”. No quesito fina-sacanagem, a campeã foi uma barraca escrito “Coco gelado” e um cara sentado em cima de um saco de gelo.

- Fui fantasiado de solteiro, o que rendeu alguns elogios e outros “cai fora”. Algo que já faz parte da margem de erro de ter nascido.

Bem, eram esses meus relapsos. Se quiser contar o seu, fique a vontade nos comentários, mas lembre-se: nada de putaria. Isso ja foi feito demais nos 5 dias de folia.


Viver faz mal

Pesquisa confirma que comer brócolis, alface ou x-tudo com bacon light; fazer exercício, ser sedentário, ou não levantar falso testemunho; fazer sexo ou não fazer sexo; ser viciado em álcool, drogas ou ser abstêmio; tocar berimbau ou olhar de canto; torcer para o XV de Piracicaba ou forçar a amizade; não dar lugar para idosos ou ficar batucando com os dedos na mesa; ter cacoete ou palitar os dentes; mandar arquivos Power Point de bom-dia em plena segunda-feira ou só reclamar da segunda-feira; coçar muito o saco ou olhar o Orkut da nova namorada do ex desejando que ela morra cozinhando em fogo brando; tunar Chevette e botar Luan Santana na sóca; ser um depressivo virtual ou falar pavê ou pra comê; tomar refrigerante ou recitar Camões arrotando, causa câncer.


Pagou peitinho na Twitcam

Não acredite em tudo o que lhe mandam na internet. Sério.

Literalidade. A gente vê por aqui.


As magníficas novas frases de caminhão

Depois dos gregos, os para-choques de caminhão foram fundamentais para a filosofia contemporânea.

Até consigo imaginar um motorista chamado Platão e seu chapa Sócrates largando a pérola ao ser indagado pelo guarda onde estaria a nota fiscal da carga: “SÓ SEI QUE NADA SEI”.

Emocione com as novas frases de caminhão. A filosofia da estrada:

Você é meu seguidor e eu nem tenho Twitter. CHUPA, INTERNET!

Cerveja gelada e mulher quente: EU CURTO.

Só transporto alegria porque não dou carona pra tristeza.

A idade chega para todos. Mas para alguns parece que ela veio atropelando.

Carro velho e pinto broxa sempre param onde não deve.

Posso não comer ninguém, mas saio de cabeça erguida.

Mais ignorado que Internet Explorer pedindo pra ser navegador padrão.

Não me diminui que eu te esmago.

Rezei pra Nossa Senhora da Justiça e tive o pedido arquivado.

A carne é fraca, mas dá pra deixar um pouco mais no espeto.

O que eu tinha pra chorar, já chorei quando nasci.

A indústria do GPS vai falir. Muita gente se achando.

Na velocidade da paixão, meu coração vai de zero a seu em um segundo. SUA LINDA.

(ANUNCIE AQUI)

A hemorróidas surgiu pra acabar com aquele negócio de “o que vem de baixo não me atinge”.

Deus tem cada filho chato.

A inveja é uma merda e não adianta dar descarga.

Me apego fácil. Se for bonita, a pego.

Não fale com o motorista. Fale com a minha mão.

Na vida tudo passa. Menos gordo em catraca.

A vida entendeu tudo errado quando falei que queria uma Mercedez.

***
Deixe suas sugestões de novas frases de caminhão nos comentários abaixo. A classe agradece.


A casa dos infernos

A casa dos infernos tem espada de São Jorge num pote de margarina em cima da geladeira, uma planta comigo-ninguém-pode torta na sala e uma samambaia adornando a varanda.

Lá fora, vemos duas garrafas pet cheias d’água no contador de luz. E um muro coberto de cacos de vidro.

Na sala, uma foto de Jesus emoldurada que te segue com o olhar. Miçangas barulhentas penduradas dividem um cômodo do outro.

No banheiro, a Playboy amarelada da Vera Fischer e outra grudada da Cristina Mortágua, denunciando outros tempos em que quem batia era o adolescente. Não o contrário.

Na garagem temos um Chevette com o adesivo “A inveja é uma merda”. Num canto um pogobol.

Relógio de parede da Ótica Diniz. Uma plaquinha na porta avisa: “Aqui mora uma família feliz”.

Camisas de candidatos são usadas de pano de chão. Papel de presente forra as gavetas. Copo de requeijão? Muitos.

O filho já plantou feijão no algodão.

Na estante livros da Seicho-no-ie, uma Bíblia empoeirada onde a mãe católica esconde dinheiro e um elefante com a bunda virada pra porta.

Jarra de plástico em formato de abacaxi, centenas de ímãs de geladeira temáticos e calendário de farmácia, açougue ou padaria.

Um cachorro barulhento desconhece banho.

Tem chinelo Rider e bolas de plástico presas no telhado. Quadros de copo-de-leite, pôster da Madonna e fitas da formatura do colegial em vários cantos da residência.

Uma enciclopédia é escoro de porta.

Tem uma tia velha que dá a previsão do tempo conforme seu reumatismo se pronuncia. Joelho doendo é chuva; Braço formigando é geada; E dor de barriga é tormenta mesmo.

No quarto dos pais tem um cofre. E dentro do cofre, claro, a escritura.


RISOS!

Havia um engraçadinho carente embaixo da passarela que levava à rodoviária. Desviei meu olhar, porque quando algum deles nos veem querem logo um sorriso, gargalhada, essas coisas baratas. Não adiantou a alegria.

- Hei, tio, me dá um trocadilho.

- Desculpe, mas só estou com a minha risada de trabalho.

- Tio, é um trocadilho pra comprar uma tirada.

- Sei. Vai é atrás de 140 caracteres de alguma droga! Onde estão seus pais?

- Tão lá no semáforo fazendo stand up. Era pra eu tá vendendo gracejos. Se eles sabem que estou pedindo me matam de rir.

- Eles tinham algum tipo de trabalho? Como faziam pra manter o hilário do mês?

- Bem, o último trabalho deles era uma piada.

- Hum, daí resolveram partir pra piada vagabunda. Você deveria estar na escola. Pensando em ser no futuro um homem de grande ironia.

- Sarcástico assim como o senhor?

- Não sou tão sarcástico como você pensa. Eu só trabalho duro pra ter o meu cinismo. Minha carteira está vazia. Não tem nem graça.

- …

- Pare de me olhar assim. Vamos, pegue essa deixa. E pense naquilo que eu te disse.

- Obrigado, tio. O senhor tem um bom humor.


Dossiê novela

O que me faz discutir novela é sua estrutura óbvia, farta de clichês, mastigada em excesso e muito demorada. Um típico almoço de família italiana.

É o entretenimento que pega a todos pelo acaso, fazendo com que você comente mesmo que sustente ter uma aversão quase “Gersoniana” pelo assunto.

A novela é, desde sempre, o principal produto da TV. E suas particularidades são mais do que conhecidas:

- Os núcleos pobre, classe média e rico são bem definidos. Já o de humor é sempre questionável.

- Capítulos. Como os primeiros 15, 30 são gravados na pauleira, pouca coisa pode ser mudada se na primeira semana o povão não entender nada. Em seguida, é feita uma reunião com donas de casa que apontam coisas interessantes, como o brinco da protagonista ou então pedem para o gay da trama não ser tão gay assim.

- Já reparare que italiane de novele falare tudo portuguese e de repenti do nade lasca um italiane? É de duê o cuore.

- As cenas de ação de uma novela, junto do dólar baixo frente às exportações, são os principais problemas do Brasil hoje.

- Flashbacks são inseridos na metade da história para realocar telespectadores com lapsos de memória. E, SEMPRE, estas cenas são acompanhadas de um efeito sonoro “SFIUUU”, borrando as laterais e saturando personagens. Para deixar claro, mas MUITO claro, que se trata do passado.

- Pra vender produto, já que novela cada dia mais é só um comercial gigante, a coisa fica mais escancarada que no show de Truman. O sujeito fala o nome do banco e como tal xampu é bom exatamente como qualquer um de nós nunca fala.

- Cena de briga é sempre aquele meio-termo entre soco do Didi e shoyariuken.

- Os palavrões autorizados são “merda”, “cocô” e “bosta”. Gerson vibra.

- Parece que entenderam que Hans Donner só consegue fazer coisas metálico-coloridas e passaram a chamar artistas diversos. A abertura de Passione, apesar de bonita, foi o maior foco de dengue da história da teledramaturgia nacional. Ministério da Saúde: FICADICA.

- Assassinato. Por que cargas d’água todo assassino precisa ser desmascarado no meio de um monte de gente? São uns 12 espremidos numa sala e cada um recita um diálogo, tentando se passar como peça-chave de qualquer esclarecimento. Até a empregada participa com um “com ou sem açúcar?”.

Seguem nossas sugestões para as próximas sinopses.

Dez enredos impossíveis ou plausíveis de novelas

1 – Rapaz rico, de nome composto, vive a amargura de estar ao lado de quem não ama. Uma bomba atômica muda tudo.

2 – Empresário do ramo de alucinógenos vive um grande dilema: yate ou mansão? O núcleo classe média alta da novela é quem o sustenta durante toda a trama.

3 – Gêmeos siameses querem encontrar o seu EUs.

4 – Uma família típica italiana tenta resolver passado e futuro em um jantar. Lá pelo 84º capítulo levantam da mesa.

5 – Um avião lotado de políticos cai em uma mata fechada e ninguém é encontrado. Paralelamente um país inteiro vive sem se importar.

6 – Flávio ama Roberta, que ama Luis, que ama Antônia, que ama Gilberto, que ainda não comeu ninguém.

7 – Um torneiro mecânico perde um dedo e é aposentado por invalidez. Fim… Ué! Tava pensando em quem?

8 – Tony Ramos interpreta o primo Hiti numa novela baseada na Família Addams.

9 – A novela juvenil Zoeir@ Tot@l mostra adolescentes obesos, brancos, com problemas de convívio social botando para quebrar em um rede social irada.

10 – José Mayer é um padre.

Com ajuda do inclassificável @aperteoalt


Dez critérios utilizados pelo pobre na hora de batizar o filho

1 – Combinações. Geralmente pega-se o nome de pai, avô e mãe. Fica uma coisa mais ou menos assim: Claudemarioneide.

2 – Geografia. De Uáchinton a Sidiney, o Mapa Mundi é um celeiro de inspirações.

3 – Show business. Os nomes mais populares do cinema e da música, reunidos numa única certidão de nascimento: Maicow Jéquisson Chuarzineguer Disney dos Santos.

4 – Nomes compostos. O pobre sempre sofreu com a falta de recursos. Portanto, acha que aumentando o número de nomes pode dar uma vida mais feliz ao filho. Caso de Jeniffer Luiza Raquel Caroline Oliveira da Silva, 31 anos, diarista.

5 – Y. Tem Y no nome, é 85% de chances de ser pobre.

6 – Homenagens. De remédio a atacante do Flamengo: pobre adora uma homenagenzinha.

7 – Marcas. Eu mesmo já falei com um Philips e outro das antigas chamado Syncachambor.

8 – Eventos. O pobre não pôde ter vivido algo marcante na sua vida que já quer compartilhar com o filho. Exemplo: Udistoque, Rarley (o cometa) e o pior de todos: Tsunami.

9 – Confusões. Isso explica um conhecido, que se chama Pracedino. No dia, o tabelião perguntou: “Qual o nome”, ao passo que o pai respondeu: “Óia, é pra cê Dino”.

10 – Religiosidade. “O nome do meu filho vai ser a primeira coisa que eu ler na Bíblia”. Adivinha como ficou o nome do garoto? Sumário.