1 – Pra você, qual o maior dos pecados masculinos?
Hmm, difícil escolher um! Acho péssimo o cara narcisista, que se acha o máximo. Homem que se olha muito no espelho, que demora mais para se arrumar do que eu não tem chances comigo.

2 – Você acha que intimida os homens?
Eu trabalho desde muito nova, criei minha independência financeira cedo e sou um ser muito livre e com personalidade forte. Sou geminiana mesmo! Daquelas que você lê sobre as características e fala “Ah, essa é a Fernanda”. Eu sou uma pessoa difícil de lidar. É difícil de me decifrar, mas se o cara conseguir, eu vou ser a melhor das namoradas. O cara não pode me levar muito a sério, sabe? Então isso dá uma certa intimidada, sim. E também o fato de ser uma mulher conhecida, de trabalhar na televisão. Por outro lado, eu vivo rindo o tempo todo, e isso não assusta. Mas eu não costumo ser muito paquerada.

3 – O teste do sofá existe mesmo?
Não! Eu nunca passei por isso. Boatos sempre rolam, mas eu não acredito, sempre acho que isso é lenda da televisão. Pelo menos na minha geração.

4 – Você já precisou competir por um papel com atrizes que são suas amigas?
Muitas vezes, e é tranqüilo. Até porque se você não consegue e é amiga da pessoas que passa, você fica feliz por ela. Sou bem pé no chão em relação a isso. Se a gente entra nessas de “estou sem trabalhar, sem contrato”, principalmente sendo mulher – porque a concorrência feminina é muito maior, a vida fica muito difícil.

5 – O que te fez tomar a decisão de posar para a PLAYBOY em 2005?
Não foi para massagear o ego e nem por vaidade. O que me atraiu mesmo foi a questão financeira. Ter feito a PLAYBOY me deu uma independência muito maior, a ponto de poder comprar meu apartamento e também de poder deixar um cofrinho para produzir o que eu quisesse, sabe? Até hoje tenho ali meu cofrinho de produção, digamos assim. A PLAYBOY me ajudou muito nisso. Olho meu apartamento e penso “Uh, Playboy!” [Risos].

6 – Quais são suas lembranças marcantes desse ensaio para a PLAYBOY?
Fizemos as fotos no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. E as pessoas que moravam nesse lugar onde a gente estava eram super simples, lindas, tipo uma família. Tem uma foto de mim com um cabritinho no ensaio e eu lembro que ficava constrangida de estar ali nua na casa deles. E lembro da foto do pôster, que foi feita no feno. E, gente, feno é uma coisa engraçada, né? Comida de cavalo! E eu ali tendo que fazer uma pose no feno, com aquele negócio pinicando e ainda com cara de sexy. [Risos.]

7 – Você tem fama de festeira. O que uma festa tem de ter para valer à pena?
Os amigos e boa música. Eu odeio música eletrônica. Se alguém quer me levar para o inferno é só me levar para uma rave. Não freqüento, não curto. Gosto de música brasileira, de um sambinha, de forró. Adoro música ao vivo, shows e tenho muitos amigos que trabalham na noite. Então vou prestigiá-los, sei que é importante para eles ter aquela festa divulgada, a presença de um artista. Talvez isso acabe até me prejudicando, porque fico com o título de “baladeira” e não gosto disso. Porque eu acho muito normal as pessoas saírem à noite na minha idade, mas tem essa hipocrisia por aí de que só porque sou atriz tenho que ficar em casa. Eu leio, estudo, faço bem meu trabalho e não vou chegar com olheiras ao estúdio no dia seguinte. Acho tudo isso uma babaquice.

8 – Você gosta de beber nessas festas?
Não muito. Bebo socialmente, mas nunca para ficar bêbada. Eu bebo mais para curtir. Nunca vou ser fotografada bêbada em uma festa, por exemplo, é impossível isso acontecer. E ultimamente não tenho bebido, até porque engorda.

9 – Você costuma fazer comentários sobre o Big Brother no seu Twitter. Você se envolve mesmo com os caras que estão lá confinados? Chega a votar para eliminar participantes?
Já cheguei a votar, mas não desesperadamente. Eu me envolvo, sim. Acho curioso, divertido. É entretenimento puro, né? Eu cresci na televisão e também assistindo televisão, então curto, critico, me divirto. Adoro os discursos do Bial [Risos]. Nessa edição que acabou de terminar gostei muito do Daniel. Torci pra ele. E acho a Maria [ganhadora do prêmio do BBB11] também muito divertida e carismática.

10 – Existe um certo estremecimento na televisão com os participantes do BBB que, depois de sair do programa, tentam trabalho como atores nas novelas?
Da minha parte, não. Pelo contrário. Você vê a Juliana Alves e a Grazi [Massafera], acho que nem elas mesmas lembram que foram Big Brothers. E são meninas bonitas, talentosas, que estudam. Eu acho que tem espaço pra todo mundo. Por mais que exista concorrência, eu sou bem relax em relação a isso, penso que se um papel tiver de ser meu vai ser. Não perco meu tempo sendo contra.