1. Você é linda, interessante, curte futebol e Mesa Redonda nas noites de domingo. Você é a namorada perfeita?

[Risos.] Obrigada. Acho que “perfeita” é uma palavra forte. Eu gosto de assistir a Mesa Redonda mesmo! Mas também tenho personalidade forte, sou geminiana, vou do céu ao inferno num segundo. Posso ser a namorada perfeita se o cara souber lidar comigo.

2. Foi seu pai [o narrador esportivo Álvaro José] que influenciou esse seu gosto por esportes, principalmente por futebol e boxe?

Sem dúvida. Eu cresci respirando esportes, tenho fotos com meu pai no campo de futebol quando ainda era bebê. Aos 5 anos já frequentava a escolinha de esportes do clube e quase virei jogadora de vôlei profissional. O sonho do meu pai era que eu fosse a Fernanda Venturini, mas virei a Paes Leme mesmo [risos].

3. Os homens da redação da PLAYBOY sugerem que você troque o boxe pelo vôlei de praia.

Por quê? Ahhh, por causa das vestimentas! Porque eles querem que os paparazzi me peguem ali de biquininho na praia, né? [Risos.] Diga para eles que eu vou pensar.

4. Você, por sinal, é frequentemente flagrada pelos paparazzi nas praias do Rio. Quando percebe que eles estão por ali dá aquela empinadinha na bunda?

Claaaro! Lógico que você dá uma encolhida na barriga e rola a preocupação de dar um mergulho e o biquíni abrir ou mostrar o cofrinho. Quando você vê o paparazzo sua postura muda na hora.

5. Segundo o autor de Insensato Coração, Gilberto Braga, sua personagem, Irene, “é oferecida e provocante a qualquer preço”. Em quem você se inspira para interpretá-la?

Ah, gente assim é o que não falta, né? Em qualquer lugar, show, festa ou praia, sempre estou observando. Não me inspiro numa mulher específica, mas nessas observações.

6. Estar solteira agora é opção ou imposição?

Acho que é uma mistura dos dois. Estar solteira me ajudou a focar no trabalho, e estou bem assim. Por enquanto não estou à procura nem nos classificados.

7. O que você espera de um homem?

O principal é o bom humor. Nunca gostei dos homens óbvios ou galãs lindos. Gente, se homem feio já dá trabalho, imagina um bonito! Curto a pessoa que me faz rir, que seja leve. A parceria e a amizade contam muito mais.

8. Bom, então você quer um humorista…

Não! [Risos.] Humorista, não, porque a gente não pode ficar rindo da vida o tempo inteiro. E normalmente humoristas são no fundo uns mal-humorados. Acho que eles fazem graça pra botar para fora esse lado mal-humorado deles.

9. Homens mais velhos têm chances com você? Tem um limite de idade para paquerá-la?

Não. Acho que dá pra namorar alguém com até 35, no máximo 37. Gosto dos jovens, mas, com 27 anos, tenho de começar a olhar pros caras mais velhos, até porque já tive minha cota de moleques. Ainda tenho essa coisa menina-mulher, mas já estou começando a abrir o leque.

10. Mesmo se ele for careca e barrigudinho?

Olha, o apelido do primeiro cara que namorei na vida era “Bola”. [Risos.] Hoje ele está magro, mas eu era apaixonada quando ele era bem gordinho. Não sei se tenho esse preconceito, mas acho que é um desleixo um homem ter uma barriga de chope. A gente tem de cuidar da nossa saúde. Não precisa ser sarado e ter barriga de tanquinho, mas um barrigudão também não rola [risos].

11. Você é do tipo que aborda um cara quando está a fim?

Não chego com tudo na abordagem, mas demonstro interesse com um olhar ou uma indiretinha bem-humorada, sabe? Não fico esperando se o cara não vem. Acho que a mulher sabe fazer com que o cara entenda o que ela quer de uma forma sutil, com um sorriso, um olhar.

12. Tem fãs que avançam o sinal com você?

Acontece muito de o cara chegar, pedir para tirar uma foto e, em vez de botar a mão na minha cintura, bota ali quase na bunda. Eu não hesito: pego a mão do cara sem falar nada e coloco mais pra cima tipo: “Opa! Calma lá!”

13. Recentemente você disse em entrevista que é a favor de experimentar o “sexo pelo sexo”. Isso pode rolar no primeiro encontro?

Ah, acho que tudo são fases na vida. Eu sou a favor mesmo porque experimentar é sempre válido até para a mulher se conhecer e conhecer os outros sentimentos que possam existir. Às vezes você não está apaixonada, mas tem vontade de ir pra cama com essa pessoa. E eu sou a favor de ir em frente e experimentar. Isso não quer dizer que você vai ser uma vagabunda ou uma periguete. Não tenho esse preconceito de que não pode ser na primeira ou na segunda ou na quarta. Acho que não precisa ter regras, vai da vontade e do momento.

14. No programa Vai e Vem você disse que já fotografou uma transa sua com um ex-namorado. Você sabe onde estão essas fotos hoje?

Sei! Elas estão apagadas! [Risos.] Não existem mais. Não dá pra vacilar.

15. Você faz cenas de sexo numa boa?

Faço. Quando eu tinha 20 anos fiz uma minissérie chamada Um Só Coração, na qual minha personagem se envolvia com o Herson Capri, que é mais velho que meu pai, com o Marcello Antony e com o Ângelo Antonio. E com os três teve cenas de sexo. Mas foi bem tranquilo. Os diretores com quem eu trabalhei são cuidadosos quando tem esse tipo de cena. E eu lido com muito bom humor. Lembro que uma das cenas que fiz com o Herson Capri era descrita assim no roteiro: “Cena 1: Fernão e Elisa transam”. Não tinha mais nada! Então era eu em cima dele e o lençol. Eu estava só de calcinha e falava pro diretor: “Como eu faço?” E ele dizia: “Ué, você é virgem? Transa!” E eu não sabia se tinha de ficar ali em cima rebolando [risos].

16. Não rola um clima de verdade ali no momento da gravação?

Depende. Quando um dos atores é comprometido, não. Se o cara é casado, não rola. Nesse nosso meio, com as pessoas corretas, e eu me considero uma delas, tem de existir respeito. Mas, a partir do momento em que você contracena com um ator jovem e solteiro, se rolar um clima, tudo bem! Um tesão, um arrepio, é claro que dá para sentir. A gente é ser humano, não dá pra ter hipocrisia.

17. Você tem 650 mil seguidores e já confessou ser viciada no Twitter. O que seria mais difícil para você: ficar um mês sem sexo ou um mês sem Twitter?

Acho que seria mais difícil ficar sem tuitar. O resto dá pra ficar tranquila sem. Eu me viro bem [risos].

18. Você já namorou um pagodeiro. Há o risco de vir a se apaixonar por um cara que toca em uma banda de tecnobrega ou talvez de sertanejo universitário?

[Risos.] Acho que não teria problema. A gente se apaixona é pela pessoa. Claro que tem de ter admiração pelo que ele faz, mas eu tenho zero preconceito. Se eu gostasse de alguém que tocasse sertanejo universitário e me fizesse feliz, eu iria lá apoiar, iria no show. Não com muita frequência, mas iria [risos].

19. O ensaio que você fez para a PLAYBOY em 2005 foi fotografado em uma vinícola. Você gosta de vinho?

Gosto bastante, do gosto, da história, do ritual. Acho que tem sua sensualidade, sabe? Acho que foi uma sugestão de alguém, achei bacana e topei. E não há nada melhor do que um chablis bem geladinho numa noite romântica.

20. Não está na hora de fazer um novo ensaio?

[Risos.] Olha, eu vou usar aquela frase “Nunca diga nunca” porque não posso dizer que jamais faria novamente, mas não sei. Quem sabe?