Arnaldo Antunes confere o resultado com Tremendão (Foto: Divulgação)

Depois do bem recebido “Rock ‘n’ Roll”, de 2009, Erasmo Carlos prepara “Sexo”, seu novo disco de inéditas, previsto para ser lançado na primeira quinzena de agosto. Mantendo a sonoridade rock de seu último disco, Erasmo disponibilizou na rede o single “Kamasutra”, uma parceria com Arnaldo Antunes. Sempre bem humorado, o Tremendão conversou com a gente sobre sexo, drogas, rock ‘n’ roll e amor.

1. Por que você resolveu lançar o single “Kamasutra” primeiro?
É uma música forte que traduz realmente a filosofia que o disco quer passar. Eu disse para o pessoal: “Vou fazer um disco chamado ‘sexo’, escrevam o que vocês entendem sobre isso”. Porque sexo, na minha visão, não é somente pornografia. Então, falei com Adriana Calcanhoto, Nelson Motta, Chico Amaral, Liminha e cada um fez a sua visão do que é, não interferi em nada. E o Arnaldo [Antunes] me deu “Kamasutra”, como um presente.

2. E o que é sexo para você?
Para mim, é uma necessidade. É a mola da minha vida.

3. Mesmo aos 70 anos?
Claro. Aos 70, o sexo melhorou em qualidade. Agora, estou especializado. [Risos.]

4. Se fosse uma trilogia da sua vida, depois de “Rock ‘n Roll” e “Sexo”, qual seria o próximo disco?
Com certeza, seria “Amor”. Porque essa é a grande razão de ser das pessoas. Eu acho engraçado associarem sempre o sexo e o rock’n’roll a drogas, porque as pessoas ficaram escravas da época em que foi lançado esse slogan. Elas pensam que isso é para sempre, mas não é. Os tempos mudaram, hoje as pessoas estão mais cultas a ponto de entender que as drogas não são tão boas assim.

5. Você acha que está faltando libido na música brasileira atual?
Libido tem, o que está faltando é criatividade. Está muito técnica, tudo muito direitinho, bonitinho. Com isso, fica sem emoção.

Sexo (Coqueiro Verde) será lançado na primeira quinzena de agosto. Ouça a canção “Kamasutra”, produzida em parceria com Arnaldo Antunes.