A banda emo (eles não ligam de serem chamados assim) A Rocket to The Moon vem ao Brasil em março, para o festival Next Generation Fest, apresentando uma releitura do estilo que fez sucesso entre os anos 1990 e 2000. Mas o grupo está longe de se resumir só a isso. Em 2010, a banda lançou o EP The Rainy Day Sessions, no qual os fãs foram surpreendidos por um som country-folk e até por um peculiar cover de “Single Ladies (Put a Ring on It)”, de Beyoncé. Conversamos com Andrew Cook, baterista da banda.

1. O site Allmusic descreveu a Fueled by Ramen [gravadora da banda] como “um dos epicentros do movimento emo-pop”. Mesmo a gravadora sendo bastante eclética, com artistas como Gym Class Heroes, Cobra Starship, Sublime With Rome, Paramore e Panic! At The Disco, você considera que a sua banda se encaixa no rótulo “emo”?
Sinceramente, eu não vejo nenhum problema com isso. Não nos importamos quando as pessoas querem nos definir como emos. Existem muitas bandas que admiramos neste movimento, que é basicamente um esforço para colocar emoção na música. E nós procuramos fazer isso quando tocamos.

2. O A Rocket to The Moon já mostrou que gosta de fazer covers. Na internet encontramos vídeos de versões de AC/DC, Akon e até Beyoncé. Nick Santino já disse que gostaria de tocar com Tom Petty & The Heartbreakers. Quais são os artistas que você mais admira?
Definitivamente eu também gostaria de fazer uma parceria com Tom Petty e sua banda. E também com Elvis Costello, que é um dos artistas que eu mais gosto. Como baterista, admiro muito Dave Grohl, que tocou no Foo Fighters e no Nirvana. Ele foi muito importante na minha formação como músico. Também gosto muito do trabalho do Jason McGerr, baterista do Death Cab for Cutie. Ele é um excelente instrumentista, mas infelizmente é muito subestimado. E de John Bonham, do Led Zeppelin, que basicamente definiu como um baterista de rock deve se comportar enquanto toca.

3. Nos clipes da banda com frequência encontramos várias garotas bonitas. Vocês também possuem uma legião de fãs femininas, inclusive no Brasil. Vocês costumam sair com as fãs?
Nós gostamos muito de sair com os nossos fãs. Não vemos problemas em tirar fotos, dar autógrafos e ser simpáticos com eles. Mas eu procuro não manter o hábito de sair com elas no sentido recreativo da coisa.

4. Recentemente nós perdemos um grande ícone no Brasil. Ele era Wando, o maior garanhão que nós já vimos por aqui. É estimado que ele tivesse cerca de 15 mil calcinhas em sua coleção. As suas fãs tem o hábito de lançar objetos pessoais no palco?
(Risos) Acho que provavelmente isso acontece mais no Brasil. Aqui nos Estados Unidos é mais comum que os fãs nos entreguem coisas na saída dos shows, nos bastidores. Já recebemos sutiãs e esse tipo de coisa, mas não temos o hábito de colecionar. Mas algumas fãs aqui são bem loucas. Já cheguei a ver algumas tatuagens que fizeram para nós.

5. Você viu as fotos da Hayley Williams [vocalista do Paramore - da mesma gravadora do grupo] fazendo topless na internet?
Na verdade eu preferi não ver. Fico com receio de ver coisas assim quando relacionadas a algum amigo. Na minha opinião, ela lidou muito bem com isso. Foi bem madura. Aqui nos Estados Unidos esses escândalos são muito frequentes e, na maioria das vezes, as pessoas envolvidas procuram negar ou fingir que não tem nada a ver com o ocorrido. Hayley saiu dessa de uma forma bem adulta.

* A Rocket to the Moon se apresenta no Brasil em março. Dia 9, em Curitiba; dia 10, em São Paulo e 11, no Rio de Janeiro. Mais informações no site do Next Generation Fest.