Ana (segunda, da direita para a esquerda), guitarrista do CSS, promete misturar clássicos e inéditas na volta a São Paulo

Depois de quase seis anos sem se apresentar na cidade onde nasceu e cresceu fora de festivais, o Cansei de Ser Sexy está de volta a São Paulo para um único show no Clash Club, dia 7 de abril. Conversamos com a guitarrista Ana sobre o terceiro disco, que sai esse ano, o show e a saudade de casa:

O terceiro disco do CSS está pronto? E você o acha mais parecido com o primeiro, com o segundo ou totalmente diferente dos dois anteriores?
Sim! Mas só será lançado em agosto, o primeiro single sai em maio. O disco é bem diferente dos dois anteriores, mas é mais parecido com o primeiro. O [segundo disco] Donkey foi composto e gravado em turnê. Reflete muito nosso lado ao vivo. Este terceiro foi feito enquanto estávamos em casa, no nosso tempo, bem tranquilo. Estávamos todos descansados, e acho que isso deu uma atmosfera bem parecida com o primeiro disco. Mas musicalmente é diferente dos dois.

Vocês vão tocar canções inéditas do novo disco nesse show em São Paulo?
Sim, pretendemos tocar o máximo que der de inéditas, mas temos que ver como vamos acomodá-las em relação às antigas. Vamos tocar provavelmente umas seis ou sete. Vai ser a primeira vez de muitas delas, mas queremos incluir todas as músicas do primeiro disco e as do segundo, que todo mundo sempre pede também.

O CSS sempre foi uma banda desencanada no palco, longe de superproduções. No que a experiência de grandes festivais lá fora ajudou a melhorar a performance de vocês no palco?
A gente continua bem longe da superprodução. O que mudou é que a gente tem um apoio técnico bem melhor. Temos equipamentos muito bons, uma técnica muito boa. A produção do show em si, visual e tal, continua igual no sentido de que tudo o que a gente tem no palco é bem tosco. É o que dá pra fazer na hora. A diferença é que com meia-dúzia de papelão a gente acredita que o nosso palco é igual ao da Lady Gaga. É isso que a gente gosta… Na nossa cabeça é uma superprodução, mas na realidade custou 20 reais. As roupas da [vocalista Luísa] Lovefoxxx são incríveis também!

Do que você sente mais falta de São Paulo?
Delivery de qualquer coisa 24 horas e a quantidade de restaurante italiano, libanês, japonês, francês, chinês, brasileiro, chileno, peruano… A gente adora sair pra comer, e a variedade de culturas que existem aqui não se compara a nenhum lugar do mundo. E tem também aquelas coisas básicas, tipo coxinha, que dá muita saudade.

Há algo nostálgico de voltar a tocar num clube em São Paulo? Qual é a sua memória dessa época de shows pré-carreira internacional?
De uma forma ou de outra, esses shows fizeram o CSS ser o que é hoje. A gente passou por tanta coisa entre 2003 e 2006, e o que mais deixou saudade foi sem dúvida a reação das pessoas. Não é por que a gente é brasileiro nem nada. Todas as bandas gringas concordam que não tem público mais animado e dedicado que o do Brasil. A gente está há alguns anos tentando fazer esse show acontecer da maneira que queríamos, então estamos muito felizes. Agora só falta conseguirmos agilizar uma turnê por todas as outras cidades que a gente quer tocar e que não deu dessa vez.

O ingresso para o único show do Cansei de Ser Sexy no Clash Club (Rua Barra Funda, 969, Barra Funda, São Paulo) custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia entrada) e podem ser comprados no site www.ticketbrasil.com.br.