Com o intuito de fechar as tramas de Ezio e Altaïr, protagonistas dos dois primeiros jogos da série, a Ubisoft lança mais um episódio anual de Assassin’s Creed. Mas a pressa em capitalizar a franquia deixa claro que o antigo cuidado com a trama e com as mecânicas foi substituído pelo desejo de vender aquilo que seria nada mais do uma expansão como um jogo completo.

Retomando a trama logo depois dos eventos de Brotherhood, Desmond se encontra em coma, preso dentro do Animus, o aparelho que lhe permite vivenciar as memórias de seus antepassados. O intuito do jogo é amarrar as histórias dos dois assassinos retratados nos episódios anteriores, mas, no fim das contas, o game não adiciona virtualmente nada além de mostrar como eles encerram suas respectivas carreiras. E, em termos de conteúdo jogável, a surpresa é ainda pior: além de ser um dos mais curtos da série, quase todas as mecânicas introduzidas são desnecessárias. Minigames cujo objetivo é defender bases de assassinos inspirados nos populares “Tower Defense” e um gerenciamento estratégico de assassinos para conquistar cidades mediterrâneas têm zero impacto na trama principal e acabam por se provar uma perda de tempo. Conclusão: ao ser apresentado como um jogo completo, Revelations revela-se um tapa na cara dos fãs que abraçavam o game pela sua trama complexa e cheia de nuances. Assassin’s Creed Revelations (XBX, PS3, PC)  ½

*Assista ao trailer de lançamento da série Revelations