Morto há exatos 160 anos, o escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850) estava longe de ser um modelo de forma física atlética. Com apenas 1,60 metro de altura, equilibrava a custo a volumosa massa corporal sobre um par de pernas finas. Contudo, a obesidade não o impediu de praticar seu esporte favorito: as conquistas amorosas. Consta que Balzac transou com centenas de parceiras. Como sua fama era de grosseiro e asqueroso (alimentada por sua falta de higiene e pelos maus modos à mesa – ele espalhava restos de alimentos enquanto comia), a conclusão é uma só: suas cantadas deviam ser irresistíveis.

Aos 23 anos, Balzac conheceu Antoinette de Berny, casada e 20 anos mais velha. Tornaram-se amantes, e ela, que parecia não ter ciúme, o introduziu na vida mundana de Paris. Aconteceu o previsível: em pouco tempo Balzac arranjou outra amante, a duquesa d’Abrantès, passando a viver com as duas. Com pelo menos duas outras namoradas ele teve filhos, em relações fugazes. Já no fim da vida, envolveu-se com uma nobre polonesa muito rica. Casaram-se quando ela enviuvou, mas ele morreu em alguns meses. Com toda a sua atividade de alcova, o homem, mesmo consumindo baldes de café e outros estimulantes, escreveu em 20 anos 97 obras, algumas beirando o pornográfico.

Talvez o segredo de toda essa produtividade estivesse no fato, confidenciado por Balzac a amigos, de que, ao fazer sexo, ele preferia não ejacular, temendo esgotar sua energia criativa. Para Balzac, emitir esperma significava perder a mais pura substância cerebral. E ainda se fala em retenção de líquidos…