Meyrielle Abrantes, 26 anos, miss Pernambuco 2003, está de namorado novo. Não, ela não trocou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) por outro felizardo. Ocorre que, em março, a morena iniciou um relacionamento íntimo com a revista PLAYBOY. A primeira troca de olhares mulheres que amamos ocorreu virtualmente. A nosso pedido, Meyre (sim, já nos permitimos a intimidade dos apelidos) enviou, por e-mail, uma foto sua para a redação. Ficamos estupefatos. Publicamos a imagem na edição que estava prestes a ir para a gráfica. Mas queríamos mais. Muito mais. Então telefonamos para a moça. – Por favor, venha para São Paulo. Precisamos nos conhecer pessoalmente.
– Tenho que pensar.
– Até quando?
– Hum, faz assim: me liga na semana que vem.

Na semana seguinte, ela ainda pensava. Insistimos. Muito. No fim d e abril, com uma calça jeans coladíssima, salto alto e um colar cujo pingente tinha seu nome grafado, a morena embarcou no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, rumo a São Paulo. Dali a poucas horas, almoçava no terraço da Editora Abril com dois jornalistas da PLAYBOY. “Jarbas acha que vocês vão querer me fotografar nua porque já publicaram uma foto minha vestida”, disse Meyre, tensa. Como quem cala consente, os jornalistas permaneceram em silêncio. Não nos provocara surpresa a reação do senador. Como todo namorado que, de uma hora para a outra, vê sua mulher envolver-se com outro – ainda que o outro seja a PLAYBOY –, é de esperar que ele esteja atormentado pelo ciúme. Não devia. Ao contrário, poderia seguir o exemplo de seu neto. Soube-se que, tão logo a edição de abril chegou às bancas de Recife, um dos netos de Jarbas levou o exemplar para a escola. Orgulhoso, disse aos colegas que a “avó” havia saído na PLAYBOY. “Ninguém tem uma avó mais gostosa do que a minha”, vangloriava- se o garoto. Mesmo sem conhecer as vovós dos demais estudantes, podemos assegurar que ele está certo. Além de linda, Meyre é inteligente. Finge-se de desinteressada sobre o noticiário, mas disserta com propriedade sobre a carreira de Ronaldo Fenômeno, a sucessão presidencial e a crise no Congresso. “Nunca viajei com dinheiro do Senado. Aliás, só fui a Brasília uma vez por causa de um trabalho como modelo”, conta a morena. Saímos de lá ainda mais apaixonados. E, como sinal de que somos namorados generosos, no dia seguinte concordamos com suas exigências. No ensaio, nada de nudez. Como sedutora habilidosa que é, Meyre cedeu um pouco. Topou vestir uma calcinha ousada e dispensar o sutiã. Não mais que isso. Ficamos entusiasmados e querendo mais. Muito mais. Quem sabe nosso namoro não vira casamento?