A PLAYBOY sempre teve uma relação de proximidade com Jack Kerouac e sua turma

A ligação entre a PLAYBOY e os beatniks começa em janeiro de 1958, quando a revista publica a ficção The Rumbling Rumbling Blues, de Jack Kerouac, o mais importante escritor do movimento. No mês seguinte, sob o título The Beat Mystique, a PLAYBOY traz uma série de três artigos sobre o estilo de vida beat. Kerouac voltaria às páginas da revista em junho de 1959, com o artigo The Origins of Beat Generation, manifesto no qual afirma que o beat não era uma moda passageira e que suas propostas iriam “arraigar- se profundamente no subconsciente americano”. Em julho de 1959, Kerouac retorna, ao lado de outros dois mitos: Allen Ginsberg e Gregory Corso. Cada um contribui com um poema, e a revista faz ainda uma homenagem ao publicar o ensaio de uma playmate “beautnik”. O prestígio dos beats continuou nos anos 1960: em 1965, Kerouac publica o conto Good Blonde, enquanto em 1967 Ginsberg faz uma ode ao comediante Lenny Bruce. Ginsberg seria o entrevistado de abril de 1969. No terceiro artigo da série A Filosofia da PLAYBOY, em fevereiro de 1963, Hugh Hefner compara a revista ao movimento beat, assinalando que ambos compartilham o mesmo espírito de rebelião. Só que a PLAYBOY, claro, era muito mais otimista e alegre. Éramos os upbeats.

OS CARAS
Cinco beatniks que fizeram história

Jack KEROUAC

Nascido em 1922, foi um dos principais expoentes da cultura beatnik. O autor de On the Road, livro que fundou o movimento, morreu em 1969, de cirrose hepática.

Willian S. BURROUGHS

Era considerado o “capitão do navio da geração beat” por Gregory Corso. O autor do clássico Almoço Nu morreu em 1997, aos 83 anos.

Allen GINSBERG
Nascido em 1926, foi o principal poeta beat. Seu livro Uivo, de 1956, incendiou uma geração. Ele morreu em 1997, de câncer do fígado.

Neal CASSADY
Era um dos melhores amigos de Kerouac. Personagem principal de On the Road, morreu em 1968, no México, aos 42 anos.

Gregory CORSO
Nascido em 1930, teve uma infância problemática antes de se tornar, nas palavras de Allen Ginsberg, “o maior poeta de sua geração”. Morreu em 2001, de câncer na próstata.