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		<title>Tempo Quente</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 22:33:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin_playboy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O verão chegou! É hora de investir em cores claras e peças leves. Veja a nossa seleção e faça as garotas sentirem calor só de olhar  para você (Fotos: Rogério Alonso | Prod. de moda: Kika Cabrera)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<a href='http://playboy.abril.com.br/fotos/estilo/estilo/tempo-quente/tempo-quente-5/' title='Tempo Quente!'><img width="140" height="80" src="/wp-content/uploads/2012/02/PB-440-MODA-pool-party-05-140x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tempo Quente!" title="Tempo Quente!" /></a>
<a href='http://playboy.abril.com.br/fotos/estilo/estilo/tempo-quente/tempo-quente-4/' title='Tempo Quente!'><img width="140" height="80" src="/wp-content/uploads/2012/02/PB-440-MODA-pool-party-04-140x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tempo Quente!" title="Tempo Quente!" /></a>
<a href='http://playboy.abril.com.br/fotos/estilo/estilo/tempo-quente/tempo-quente-3/' title='Tempo Quente!'><img width="140" height="80" src="/wp-content/uploads/2012/02/PB-440-MODA-pool-party-03-140x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tempo Quente!" title="Tempo Quente!" /></a>
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		<title>Contra os dragões, por Skyrim</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 13:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin_playboy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Pc]]></category>
		<category><![CDATA[PS3]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[xbox]]></category>

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		<description><![CDATA[Quarta sequência da série da Bethesda traz a luta de um guerreiro contra um dragão devorador de mundos, pela salvação da terra mágica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28684" title="Arte de roteiro do game, conhecido por ser &quot;full 3D&quot;" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Bear_Encounter.jpg" alt="" width="600" height="301" /><br />
A famosa série de RPG <em>The Elder Scrolls</em>, da produtora Bethesda, correu um grande risco ao criar seu quarto episódio como título de estreia para consoles de nova geração (PC, X360, PS3).</p>
<p>O anterior <em>The Elder Scrolls IV: Oblivion</em> se provou um jogo tecnicamente competente – mas um tanto monótono em seu conteúdo. A continuação, <strong><em>Skyrim</em></strong>, mostra a diferença que alguns anos podem fazer. Ambientado no território de mesmo nome no mundo fantástico de Tamriel, o local é habitado por um povo de feições e cultura nórdicas e terríveis dragões – uma combinação perfeita para uma boa aventura de interpretação.</p>
<p>O grande trunfo de <strong><em>Skyrim</em></strong> é uma mistura de um mundo cuidadosamente elaborado para garantir aventuras épicas sem perder ritmo – você tropeça em dezenas de missões em cada cidade, com dezenas de horas de aventura se desenrolando junto com o desenvolvimento de seu personagem. Além de habilidades tradicionais como usar espadas, furtividade e lábia, <strong><em>Skyrim</em></strong> adiciona gritos dracônicos que funcionam como impressionantes magias.</p>
<p>Mesmo com inúmeras qualidades, alguns defeitos chamam a atenção. Com uma simulação dessa escala, é normal ver algumas situações bizarras, especialmente no que se trata do comportamento dos personagens que habitam <strong><em>Skyrim</em></strong>. Além disso, a versão para Windows não foi propriamente adaptada para ser jogada com teclado e mouse, favorecendo controles similares aos de console. Mas, mesmo com essas pequenas falhas, o game é um dos mais empolgantes RPGs ocidentais disponíveis no mercado, prometendo incontáveis horas de diversão – e com mais a caminho, levando em conta a tradição da Bethesda em disponibilizar pacotes de expansão e personalização do game para download e o lançamento da ferramenta de criação de conteúdo para Windows. <strong>The Elder Scrolls V: Skyrim <a rel="attachment wp-att-27656" href="http://playboy.abril.com.br/entretenimento/games-2/confira-mais-detalhes-dos-games-mais-bacanas-deste-final-de-ano/4coelhos/"><img class="size-full wp-image-27656 alignnone" title="4coelhos" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2011/12/4coelhos.jpg" alt="" width="48" height="12" /></a></strong>1/2</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/w1AenlOEXao?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/w1AenlOEXao?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<contentType>noticias</contentType>
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		<title>5 perguntas para Gruff Rhys, do Super Furry Animals</title>
		<link>http://playboy.abril.com.br/entretenimento/5p/5-perguntas-para-gruff-rhys-do-super-furry-animals/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 12:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin_playboy</dc:creator>
				<category><![CDATA[5P]]></category>
		<category><![CDATA[Gruff Rhys]]></category>
		<category><![CDATA[super furry animals]]></category>

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		<description><![CDATA[Conversamos com o cantor que vem ao Brasil em março sobre gravadoras, Beyoncé e o dia em que ele conheceu Paul McCartney no banheiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28714" title="Gruff Rhys, líder do SFA, que vem ao Brasil em março" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/GruffRhys_2.jpg" alt="" width="600" height="308" /></p>
<p>Gruff Rhys, conhecido pelo trabalho com o cultuado grupo Super Furry Animals, é um contador de histórias. Para este galês, a pergunta mais inocente pode se tornar motivo para surpreender nas respostas e contar histórias hilárias. Como na vez em que sua família preferiu assistir Beyoncé a vê-lo se apresentar ou quando conheceu um ex-Beatle na saída do banheiro. O cantor começou a carreira no início dos anos 1990, com o Super Furry Animals. Apesar de ter nascido no auge do <em>britpop</em>, a banda não ficou restrita à estética do gênero e se aventurou pela música eletrônica e por influências psicodélicas. Além do SFA, Rhys também participou do projeto Neon Neon, indicado ao Mercury Prize, em 2008, e já fez inúmeras parcerias com artistas como Gorillaz e Danger Mouse.  Ele se apresenta solo no Brasil em março.</p>
<p><strong>1. Você já trabalhou com artistas como Gorillaz, Mogwai, Danger Mouse, De La Soul e Manic Street Preachers. Qual é a sua parceria favorita?</strong><br />
É bem estranho para mim porque venho de um vilarejo nas montanhas, sabe? Nunca esperei que um dia tocaria com pessoas como estas. A primeira banda que me convidou foi o Mogwai. Eles são grandes amigos meus e foi bom voltar a Glasgow para encontrá-los. Mas acho que a minha parceria favorita é com o Super Furry Animals. São meus amigos. É a mais especial para mim.</p>
<p><strong>2. Você vai se apresentar com John Ulhôa e Fernanda Takai nos shows em março no Brasil. Você já conhecia o Pato Fu?</strong><br />
Sim! Conheci a banda há muito tempo, em 2000, acho. Foi em Londres. Talvez eles estivessem mixando uma música no mesmo estúdio em que estávamos gravando. Vai ser bom poder encontrá-los novamente. Os shows serão malucos! Vai ser bem tranquilo. Vamos ensaiar por um dia. Acredito que faremos meia hora das minhas músicas, meia hora das deles e depois tocaremos juntos.  Será bem descontraído.</p>
<p><strong>3. Como foi a experiência de tocar no festival de Glastonbury, na Inglaterra, ano passado?</strong><br />
[<em>Risos</em>] No ano passado eu toquei na noite de sábado no festival. Estava me apresentando no Park Stage [palco secundário do evento]. No palco principal estava Beyoncé, ao mesmo tempo. Minha família foi ao Glastonbuty e todos eles preferiram assistir a Beyoncé. Até mesmo eu não conseguia aguentar de ansiedade para vê-la! Estava gostando de tocar, sabe? Mas queria ver a Beyoncé também.</p>
<p><strong>4. Como foi a experiência de participar do Liverpool Sound Collage [<em>disco de remixes dos Beatles que envolveu Paul McCartney, Super Furry Animals e o produtor Youth</em>]?</strong><br />
Foi insano. Em 1999 eu conheci Paul no NME Awards [premiação anual do semanário britânico] com meu amigo Cian [Ciaran, tecladista do SFA]. Ele tinha ido ao banheiro e Paul McCartney estava acabando de sair. Conheci-o lá, no banheiro. Estávamos um pouco bêbados. Nunca tínhamos ido a outro evento e estavam servindo álcool de graça. Umas duas semanas depois, Paul nos enviou duas caixas recheadas de fitas originais dos Beatles para que fizéssemos um remix. Foi insano, totalmente inesperado. Nós ouvimos jam sessions dos Beatles que nunca tinham sido usadas. A maior parte do trabalho foi feita por Cian, mas eu fiz um sample de uma conversa entre John e Paul. Foi incrível.</p>
<p><strong>5. O Super Furry Animals sempre esteve em grandes gravadoras do Reino Unido: Creation, Epic e, mais recentemente, Rough Trade. Com qual você mais gostou de trabalhar?<br />
</strong>Me sinto bem sortudo de ter trabalhado com tantas gravadoras que nos deixaram fazer a música dos nossos sonhos. Quando assinamos com a Creation Records nos anos 1990 [no auge do britpop e com a mesma gravadora do Oasis] foi uma grande mudança em nossas vidas. Aquilo foi bem emocionante. Mas eu gosto de todas [risos]! Sou grato às pessoas que me deixaram entrar no estúdio e gravar. Sou muito grato.</p>
<p>* Confira o clipe de <em>Golden Retriever<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0vUEjnJWGio?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/v/0vUEjnJWGio?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>** Gruff Rhys se apresenta em março no Brasil. Dias 7 e 8 com Fernanda Takai e John Ulhôa, do Pato Fu, no Studio SP (Rua Augusta, 591 – Ingressos de R$ 40 a R$ 80 aqui); dia 10 em Curitiba, no The Peppers Bar (Rua Inácio Lustosa, 496 – Ingressos de R$ 100 a R$ 120 pelo  telefone (41) 3351-0808 ou nos quiosques dos shoppings Mueller, Estação e Palladium).</p>
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		<title>5 perguntas para Filipe Catto</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 21:32:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin_playboy</dc:creator>
				<category><![CDATA[5P]]></category>
		<category><![CDATA[catto]]></category>
		<category><![CDATA[contratenor]]></category>
		<category><![CDATA[mpb]]></category>

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		<description><![CDATA[O cantor gaúcho de voz potente lançou seu disco de estreia ano passado, emplacou música em novela e conversou com a gente sobre carreira, gravadoras e sucesso]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28644" title="Felipe Catto (Foto: Caroline Bittencourt)" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/FelipeCattoporCarolineBittencourt1.jpg" alt="" width="595" height="328" /></p>
<p>A primeira coisa que chama a atenção diante da música do cantor gaúcho Filipe Catto é o timbre de sua voz. Tecnicamente, ele é um contratenor, com semelhanças na música brasileira com os tons alcançados por Ney Matogrosso. Na prática, ele é um cantor de voz extensa e algo feminina, a serviço de um repertório curioso, com algo de Tom Waits, uma tendência a transformar mesmo as canções mais felizes em cabaré e melancolia.</p>
<p>Filipe lançou seu disco de estreia, <em>Fôlego</em>, ano passado, combinando Reginaldo Rossi, Nei Lisboa, Zé Ramalho e Arnaldo Antunes com composições próprias. Destas, “Saga” entrou na trilha sonora da novela global Cordel Encantado, elevando seu tom de voz para um público bem maior que o esperado. Conversamos com ele sobre a carreira, a música na novela e a sua identificação  (ou não) com o que está sendo feito por artistas da sua geração.</p>
<p><strong>1. Você já disse, a respeito das comparações da sua voz com a do Ney      Matogrosso, que as pessoas precisam contextualizar para entender algo      novo. O que você acredita que há realmente de novo na sua música?<br />
</strong>Eu não fico muito preso nessa questão do novo, ela se refere ao fato só de que eu sou um artista que não tinha aparecido antes. Eu tenho todo um contexto que é meu, novo no sentido autoral, eu sou muito fiel à minha personalidade e ao meu discurso. Não é exatamente novo, mas uma questão de ter personalidade, acho que é mais apropriado falar. Não estou procurando me espelhar nem copiar ninguém, eu só quero fazer a música do jeito que ela é para mim, e fazer isso da forma mais honesta possível, e quem gostou, tudo bem.</p>
<p><strong>2. Chegou a pensar numa carreira como cantor erudito?<br />
</strong>Isso nunca passou pela minha cabeça porque eu nunca cantei música erudita, eu sempre fui um cantor popular. Minha formação é essa. Eu comecei a cantar no palco, cantando música popular, com o meu pai quando tinha uns 12 anos. Eu tive pouquíssimas aulas de canto na vida. A música, a voz e a interpretação que culminam hoje num trabalho sempre foram uma coisa muito natural para mim.</p>
<p><strong>3. Mesmo em tempos de crise da indústria fonográfica, música em      trilha-sonora de novela ajuda?<br />
</strong>Ajuda. A música entrou na trilha da novela antes de eu fechar contrato com uma gravadora, a música que me levou para lá, e não ao contrário. Não é botar uma música na novela que aquilo vai te tornar um artista consagrado ou famoso ou mudar sua realidade do dia para a noite, mas se você pensar na quantidade de gente que aquela música pode alcançar, e se 0,2 por cento das pessoas que ouviram forem dar um Google no seu nome, tu já está com um puta público.</p>
<p><strong>4. Como é que uma novela descobre um cantor sem gravadora?<br />
</strong>Descobrem porque isso já é uma coisa inevitável, no momento que tem um monte de gente postando isso no Facebook, divulgando isso nas mídias sociais, os caras acabaram vendo que aquela era a música certa pro personagem. Era uma novela diferente, e não era só eu que não estava numa gravadora, havia outros artistas, como a Karina Buhr, e que ali estavam junto com Caetano, Djavan, Zé Ramalho.</p>
<p><strong>5. Existe uma leva de artistas novos hoje, você é do Rio Grande do Sul, está em São Paulo há dois anos, onde há uma cena de novos artistas fazendo música. Você se sente representado ou parte dessa cena musical de novos artistas?<br />
</strong>Eu me sinto parte de um momento da música brasileira. Eu não acho que exista um movimento dos novos artistas de São Paulo, isso é uma coisa que talvez outras pessoas vejam mais do que as pessoas que estão inseridas nesse contexto. Estamos num momento contemporâneo que a maioria dos artistas consegui colocar a cara no mundo e acontecer, especialmente em São Paulo porque tem estruturas como a do Sesc que banca novos artistas, e existe um público consumidor desses artistas aqui que talvez não exista em outras partes do país. São esses os facilitadores. Existe parceria, carinho, a gente se frequenta, já trabalhei com a Barbara Eugenia, com a Blubell, que é super minha amiga, com a Mariana Aydar, com o Pélico, mas cada um está fazendo sem som. Existe uma parceria, mas não é exatamente um movimento musical.</p>
<p>*Veja a performance de Catto para a música<em> Adoração</em><object style="font-weight: bold;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wZLfyoshMH0?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="font-weight: bold;" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/wZLfyoshMH0?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Hugh Hefner</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 21:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin_playboy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma conversa franca com o inventor de PLAYBOY sobre as maravilhas do Viagra, as virtudes da cama grande e as vantagens de ter três namoradas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28657" title="Hugh e suas três namoradas" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/51644144.jpg" alt="" width="595" height="331" /></p>
<p>O Playboy! O solteiro número 1 está de volta! Na América pós-feminista e reconciliada com os prazeres da vida, ele — e seu arsenal de diversão e beldades — está na moda, no topo, no auge. As listas dos convidados para suas festas espetaculares têm recheado a imaginação dos homens e as colunas sociais, pródigas em nomes sobre nomes — Leonardo DiCaprio, Gwyneth Paltrow, Ben Affleck, Jim Carrey, George Clooney, Jack Nicholson, Steve Martin, Cameron Diaz, Courtney Love, Drew Carey, Pamela Anderson Lee, Liam Neeson, Kevin Costner, Jennifer Lopez e assim por diante. Novamente ele tem sido visto nos locais de divertimento, de volta à liberdade — em Los Angeles, Paris, Cannes, Londres.</p>
<p>O ano que passou foi o ano do Coelho no horóscopo chinês, mas foi, também, o ano de Hugh Marston Hefner e seu triunfante retorno à luz dos refletores. O ano 2000 é o melhor momento para que a entrevista de PLAYBOY — um fórum que é marco jornalístico criado por ele mesmo — se volte para o homem que ajudou a mudar o mundo vestindo pijamas de seda. A primeira e única vez em que ele se submeteu a esse exercício foi há 26 anos, no 20º aniversário de PLAYBOY. Portanto, hora perfeita para atualizar e esclarecer alguns tópicos. Para entrevistar nosso editor-chefe, o escritor Bill Zehme esteve na abençoada Shangrilá, como é chamada a mansão PLAYBOY Oeste, em Hollywood: “Ele criou a revista e, como resultado, o século foi modificado para sempre. Ele se tornou — como a Esquire evidenciou não faz muito tempo — ‘o mais famoso editor de revistas da história do mundo’. Mas ele é mais do que isso. É um símbolo cultural que também representa o homem que fez o que a maioria dos outros homens ansiaram fazer”. Com a criação de PLAYBOY, em dezembro de 1953, também estreou a invenção que era o próprio Hugh M. Hefner. Ou a reinvenção dele mesmo. “A revista, sem dúvida, é a projeção da minha personalidade, dos meus sonhos e das aspirações de adolescência”, disse ele. Hefner chegou quando a revista chegou e ambos eram iconoclastas que surgiram para dar sentido a um mundo que recuava diante do sexo, do prazer e da falta de inibição. Em pouco tempo, desvendou mistérios sombrios da sexualidade humana, celebrou-os e disse que não havia nada ilícito nisso.</p>
<p>Um garoto comum de Chicago, nascido de pais bondosos e reprimidos, Glenn e Grace, bons metodistas e orgulhosos disso. A sua seria uma genuína história americana — e grande também. Dela surgiu um império do qual brotariam, sem nenhuma ordem específica, clubes noturnos, hotéis, cassinos e resorts, mulheres vestidas como coelhinhas e mulheres sem roupa nenhuma, várias publicações, um selo de livro, mercadorias com a marca da cabeça de coelho e programas de TV, produções cinematográficas, canais de televisão a cabo, marketing de vídeo e operações lucrativas na Bolsa de Valores, um site na Web, um jato preto particular chamado O Grande Coelho, as mansões e, mais do que tudo, uma boa vida, sempre uma boa vida.</p>
<p>E tudo o que ele teve que investir para realizar o seu sonho foram 600 preciosos dólares e uns poucos milhares a mais levantados com a ajuda de amigos. Houve mulheres — muitas mulheres, mais de 1000 mulheres. Houve trabalho e festas intermináveis, com o equilíbrio que somente ele conseguia. Só não conseguiu manter seu primeiro e precoce casamento com Mildred Williams, que produziu um filho, David, que seguiu seus próprios sonhos, e uma filha, Christie, que se tornou a presidente-executiva da multifacetada empresa do pai. Ele enfrentou tragédias variadas e triunfos. Mesmo um pequeno derrame causado por stress, do qual se recuperou quase instantaneamente. Tudo na rotina que é a vida de um elegante mercador de sonhos renegado. Encontrou sua playmate para a vida toda em Kimberley Conrad, com quem se casou em 1º de julho de 1989. Eles tiveram dois filhos — Marston, hoje com 9 anos, e Cooper, com 8. E, com a separação dos Hefner, veio o ressurgimento de Hugh Hefner, cuja ausência foi sentida por quase dez anos. Depois disso, descobriu o Viagra, e as festas voltaram, elas que nunca tinham cessado, porque ele não pára nunca, porque precisa badalar para sempre.</p>
<p>Nesta entrevista vamos explorar novamente seus sonhos particulares, que agora incluem um triunvirato de namoradas sem precedentes, as gêmeas Mandy e Sandy Bentley e Brande Roderick, e avaliar sua opinião sobre uma sociedade que, finalmente, cedeu diante de sua maneira de pensar.</p>
<p><strong>Vamos começar com algo que todos nós gostaríamos de saber e somente você pode nos dizer: como é ser Hugh Hefner?</strong><br />
De quanto tempo você dispõe? Realmente, não pode haver nada melhor. Sei que estou vivendo as fantasias de muitos caras, mas estou vivendo minhas próprias fantasias também.<br />
<strong>Então sua vida é tão boa quanto parece?</strong><br />
Melhor. Porque sonhei sonhos impossíveis e realizei todos eles. A maioria, pelo menos.</p>
<p><strong>O que ficou faltando?</strong><br />
Não muita coisa.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28655" title="Cuidado, Hef, vai assustar ela com a cobra!" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/51487980.jpg" alt="" width="595" height="400" /></p>
<p><strong>Vamos ser mais específicos. Você está, segundo as últimas informações, apaixonado por três mulheres que se dão muito bem entre si. Duas delas são gêmeas e todas freqüentam seu quarto ao mesmo tempo. Você está com 73 anos. Pode imaginar que os homens no mundo todo estão desesperados para saber dos detalhes.<br />
</strong>Eu compreendo. Porque, mais uma vez, me encontro no meio de uma fantasia masculina universal. A vida é boa multiplicada por três. E às vezes por quatro. As gêmeas têm uma amiga que costuma nos visitar.</p>
<p><strong>E como isso funciona? O que acontece de verdade dentro daquele quarto?</strong><br />
[<em>Risadas.</em>] Beijos e abraços.</p>
<p><strong>Ora! Você não precisa ser eufemístico na sua própria revista. Vá em frente e parta nosso coração. O que você realmente faz naquele quarto?<br />
</strong>Amor com as namoradas, no plural. E grato a Deus pelo Viagra.</p>
<p><strong>A Time falou sobre elas — Mandy, Sandy e Brande — como sua namorada, no singular.</strong><br />
É isso que elas realmente são. [Faz uma pausa.] É difícil explicar, mas maravilhoso. E o que torna as coisas especiais é a maneira como as garotas se relacionam umas com as outras. Elas não têm ciúmes. São, de fato, boas amigas. Apóiam e protegem umas às outras e a mim. Eu nunca poderia ter imaginado que uma coisa dessas pudesse acontecer — nem mesmo nos meus mais loucos sonhos.</p>
<p><strong>Considerando os seus sonhos, isso quer dizer muita coisa.</strong><br />
É verdade. Certamente, na década de 70, devo ter dormido com duas, três ou até quatro garotas ao mesmo tempo, mas agora é muito diferente. É uma relação séria, continuada. E parecemos estar nos dando melhor do que em um caso monogâmico normal. Não há muitos dias ruins. Se um de nós está meio deprimido, os outros se unem para animá-lo. É um dos melhores relacionamentos que já tive, por mais anticonvencional que seja.</p>
<p><strong>Antes do seu derrame, em 1985, você disse que tinha concluído que buscar sexo com vários parceiras era “meio sem sentido e patético”. Obviamente, seu ponto de vista mudou.</strong><br />
[<em>Risos.</em>] É preciso manter a mente aberta para assuntos como este. Mas naquela época eu me referia a ir de uma garota para outra. Isso fez parte do início da minha vida e, durante um breve período, depois que meu casamento terminou, antes de eu conhecer Brande e as gêmeas. Agora estou comprometido com essas garotas e não ando mais transando por aí.</p>
<p><strong>Como você as conheceu?</strong><br />
Conheci as gêmeas no Garden of Eden, um dos meus clubes noturnos favoritos em Hollywood. Foi um dos primeiros que visitei quando meu casamento estava se desintegrando e eu comecei a sair de novo. Sandy e Mandy são universitárias de Joliet, Illinois. Sandy estuda em um curso pré-médico. Encontrei Brande um mês antes em um clube chamado Opium Den. Ela é uma aspirante a atriz. E nos demos bem imediatamente.</p>
<p><strong>Quando vocês estão fazendo amor, pinta algum ciúme sobre o quanto, digamos, de atenção você dá a uma garota em detrimento das outras?</strong><br />
Exatamente o contrário. Há ocasiões em que uma das garotas diz: “Não se esqueça de fazer tal e tal coisa”. Minha cama é uma democracia. Um por todas e todas por mim.</p>
<p><strong>Você troca nomes e rostos?</strong><br />
Depende do que estivermos fazendo [sorri malicioso]. Geralmente consigo distinguir uma gêmea da outra, mas quando me confundo elas acham engraçadíssimo.</p>
<p><strong>Para aqueles de nós que ainda estão confusos ou espantados com tudo isso, descreva uma típica noite entre tão bons amigos.</strong><br />
Todos nós gostamos de dançar, por isso freqüentamos clubes noturnos. Mas ultimamente temos passado mais noites em casa do que na cidade. Pulamos na cama — felizmente minha cama é grande o suficiente para que possamos fazer isso — e vemos um filme, assistimos televisão, fazemos um piquenique, fazemos amor. As noites são plenas de amor e boas risadas.</p>
<p><strong>Há discussões sobre quem comanda o controle remoto?</strong><br />
Não. Nossa série de TV favorita é Sex and the City [que no Brasil é exibido pela HBO] — que outra seria? Quanto aos filmes, Sandy e Mandy adoram os clássicos da Disney e Brande curte filmes de terror.</p>
<p><strong>Recentemente vocês comemoraram seu primeiro aniversário juntos. Fizeram alguma coisa especial?</strong><br />
Levei-as à Disneylândia. As gêmeas nunca tinham ido e adoraram. Também voltamos ao Garden of Eden, onde nos conhecemos.</p>
<p><strong>Quem mais repara na diferença de idade, você ou elas?</strong><br />
Brande diz: “A idade é apenas um número”, e ela está certa. Mas, de certa forma, isso é mais significativo para mim. As garotas me mantêm jovem. Vejo a vida com mais frescor através dos jovens olhos delas.</p>
<p><strong>Falemos sobre o Viagra?</strong><br />
Ficaria surpreso se você não o fizesse.</p>
<p><strong>O que exatamente o Viagra faz por você?</strong><br />
Foi feito sob encomenda para um cara com três namoradas. É promovido pela Pfizer como um medicamento contra impotência, mas é muito mais do que isso. Ele tira a insegurança em relação ao desempenho. Lhe dá mais lenha e você pode continuar o tempo que quiser com quantas parceiras quiser. Redefine as fronteiras entre a fantasia e a realidade. Creio que o Viagra é a melhor droga recreativa legal dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Você tem compartilhado seu segredo com Sandy, Mandy e Brande?</strong><br />
É claro. Elas insistiram. Já fizemos algumas festas de Viagra. Na teoria, deveria funcionar para as mulheres assim como funciona para os homens, mas, até agora, os resultados são inconclusivos. [Risos.] Acho que temos que pesquisar mais.</p>
<p><strong>A maconha não era sua droga preferida para o quarto?</strong><br />
Bem, nunca fui fã de cocaína nem de drogas mais pesadas. O ecstasy, a chamada droga do sexo, é, na verdade, uma anfetamina. É uma coisa com a qual não quero me envolver. Nos primeiros anos da revista, na década de 60, usei muita Dexedrina, que me ajudou a me concentrar para escrever A Filosofia da Playboy, editar a revista e construir o império. Conseguia trabalhar 24 horas durante dois, três dias seguidos. Mas, francamente, no terceiro dia as coisas começavam a ficar incoerentes e eu sabia que estava na hora de desabar. Mas, quando não conseguia mais trabalhar, a droga ainda era boa para o sexo porque me permitia continuar e continuar.</p>
<p><strong>E&#8230; continuar. Assim, que parte do corpo ficava mais dolorida pela manhã?</strong><br />
Próxima pergunta.</p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-28658 alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Em traje de gala, sempre bem acompanhado" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/71025777.jpg" alt="" width="300" height="347" />Sério. Pelo bem dos aventureiros sexuais de todo o mundo.</strong><br />
Eu tenho problemas na parte mais baixa das costas, causados exatamente pelo que vocês estão pensando. Começou no final dos anos 70, quando eu me divertia durante muito tempo e muito intensamente com até quatro playmates. No meio da farra, minhas costas se manifestavam — mas a diversão continuava, como deveria. Mas, quando tentava me levantar na manhã seguinte, não conseguia nem caminhar [<em>risadas</em>]. É claro que problemas nas costas são um incômodo comum que vêm com a idade. Adquiri os meus na batalha, por assim dizer. E uso essas medalhas com orgulho.</p>
<p><strong>Você esteve fora do cenário por dez anos, enquanto esteve casado. Estava preparado para essa reação toda com seu retorno?</strong><br />
Foi totalmente inesperado. A Playboy Entertainment Division promoveu uma festa de pijama no Garden of Eden, logo depois que Kimberley e eu nos separamos. O local estava cheio de playmates e eu recebi atenções que não esperava. Imagens de garotas com pouquíssima roupa sentadas no meu colo apareceram na televisão e em jornais de todo o mundo. Foi a primeira indicação de que o paraíso podia ser revisitado. Uma pré-estréia das atrações que ainda viriam.</p>
<p><strong>É como se você tivesse voltado exatamente quando era mais necessário.</strong><br />
O momento certo é tudo. Se tivesse voltado alguns anos antes, teria encontrado uma reação muito diferente. O que encontrei foi um mundo retrô, pós-feminista, no qual os jovens estão prontos para se divertir de novo. Acho que é uma reação ao conservadorismo dos anos 80 e início dos 90.</p>
<p><strong>Os astros também estão pagando seu tributo, convergindo para as festas da mansão Playboy e se aproximando de você quando sai à noite para os clubes. O que exatamente eles lhe dizem?</strong><br />
Acho que a maioria das celebridades sente-se como se já conhecessem você e vice-versa. Recebo hoje o mesmo tipo de comentário que recebi há muito tempo, vindo de Gene Kelly. A primeira vez que ele veio à mansão, disse: “Finalmente”. Em uma festa pré-Oscar, não faz muito tempo, fui apresentado a Bob Dylan e seu primeiro comentário foi: “Meu herói”. Quando conheci Madonna, na mesma festa, a primeira coisa que ela disse foi: “Quando é que você vai me convidar para uma de suas festas”? Eu respondi: “Você já está convidada”.</p>
<p><strong>Por que você acha que as festas da mansão Playboy são as mais quentes de Hollywood?</strong><br />
Eu promovo festas fantásticas! Acredite-me, digo isso sem preconceito. São as melhores da cidade. Mas é mais do que isso. A mansão Playboy tem uma mística por causa das lendárias festas do passado. Uma geração inteira de jovens cresceu ouvindo falar das festas que perderam. Posso entender isso porque fui criado durante a Depressão e tinha fantasias sobre as festas Great Gatsby dos exuberantes anos 20 que perdi. A primeira vez que Leonardo DiCaprio veio a uma festa na mansão Playboy, me disse: “Minha fantasia é estar no Grotto [uma espécie de gruta artificial com piscinas dentro da mansão] às 3 horas da manhã”. George Clooney falou: “Agora que estou aqui, nunca mais quero ir embora”. Acho que essas fantasias são universais. As das celebridades são exatamente iguais às do resto de nós.</p>
<p><strong>Parte da mística da mansão Playboy é a permissividade. Já vimos pessoas ficarem nuas na piscina externa e no Grotto, coisa que nem pensariam em fazer em outro lugar.</strong><br />
Realmente penso que a mansão Playboy lhe dá permissão para satisfazer um monte de fantasias que não seriam aceitáveis em outros lugares. Mas há normas. Ninguém se comporta mal na mansão se espera ser convidado de novo. É por isso que é tão seguro aqui. É realmente uma Shangrilá.</p>
<p><strong>Como você julga se suas festas foram ou não um sucesso?</strong><br />
Se eu estiver me divertindo, é uma grande festa. Ouço muitos comentários do tipo: “Nunca vi tantas mulheres bonitas em um mesmo lugar de uma só vez”. Essa é uma boa festa. Na nossa última festa Midsummer Night Dream [Sonho de uma Noite de Verão], houve mais nudez do que em qualquer outra festa na mansão desde os anos 70. Uma garota não usava nada a não ser pintura corporal, mas estava tão bem-feita que parecia estar usando lingerie. Minhas garotas foram todas. Elas usavam roupas maravilhosas. Sei porque paguei a conta. Escolheram tecidos muito caros. Tinham purpurina pelo corpo todo. Ficou bonito, mas passamos vários dias tirando o brilho do assoalho e da mobília, sem falar que encontramos purpurina em partes inesperadas de nossa anatomia.</p>
<p><strong>Quanto sexo costuma acontecer nas festas hoje em dia?</strong><br />
É um clima diferente hoje. Os velhos tempos, pré-Aids, foram uma época de inocência e aventura sexual. Agora provavelmente há menos troca de fluidos corporais. Mas ainda há muita ação no Grotto. E os quartos da Casa de Jogos estiveram todos ocupados na última festa. Quando as portas se abriram, não se viu apenas um casal saindo, mas vários.</p>
<p><strong>Por favor, conte-nos a respeito do Quarto Van na Casa de Jogos.</strong><br />
O Quarto Van recebeu esse nome porque se parece um pouco com o interior de uma van da era hippie dos anos 60 ou começo dos 70 — com espelhos no teto, luzes difusas e um tapete macio, acolchoado de espuma de borracha. É um lugar agradável para relaxar, mas é também adequado para coisas mais excitantes.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Presumimos que você mesmo testou essas áreas da propriedade pessoalmente?<br />
</span>Poderia contratar o Consumer Report, mas é desnecessário. Fico contente por essa ser uma de minhas responsabilidades.</p>
<p><strong>Com sua recente reaparição, a PLAYBOY — tanto a revista quanto a marca — está na onda de novo. Isso deve lhe dar uma grande satisfação.</strong><br />
Sim, muita. De uma forma muito real, vivemos em um mundo Playboy hoje. Você o vê refletido na televisão e na internet, nos jornais e nas revistas — desde programas como Sex and the City, no qual Sarah Jessica Parker usa uma gravata-borboleta de coelhinha da PLAYBOY, até o monólogo noturno de Jay Leno no The Tonight Show. As novas revistas masculinas de sucesso são variações da PLAYBOY. Maxim, Details e FHM são todas revistas para o homem solteiro.</p>
<p><strong>Em um campo tão concorrido, o que faz a PLAYBOY se destacar?</strong><br />
Nas décadas de 50 e 60, a PLAYBOY foi uma voz clamando no deserto. Todas as outras revistas masculinas eram publicações de aventuras ao ar livre. Não eram sofisticadas e não vendiam tantos anúncios. As revistas femininas e as direcionadas para o interesse da família dominavam o mercado. Agora há muitas. É um mundo mais competitivo. O motivo de nos destacarmos é porque a PLAYBOY sempre ofereceu algo que as outras não oferecem. Temos um compromisso com a história, um legado e continuidade nas nossas proezas. Gerações inteiras cresceram com a PLAYBOY. Elas se identificam com a revista em termos de quem são e de quem realmente desejam ser. A PLAYBOY sempre teve essa ligação com seus leitores, e é por isso que, durante uma boa parte deste quase meio século, a PLAYBOY tem sido a revista masculina mais vendida, mais influente do mundo.</p>
<p><strong>Isso o surpreende?</strong><br />
É claro, porque comecei a revista com um investimento pessoal de 600 dólares e um sonho. Mas se tornou mais do que uma revista. Tornou-se um símbolo e uma voz da revolução sexual. É por isso que a marca é famosa no mundo inteiro. E é por isso que o império Playboy inclui televisão internacional, vídeo, internet e merchandising. Começou com produtos Playboy simples como abotoaduras e cresceu com os Bunny Clubs, livros, discos, programas de TV, hotéis e cassinos. Agora uma geração inteira se identifica com a PLAYBOY. O número de leitores entre os universitários aumentou 62% desde 1995. Existem mais de 400 lojas e butiques PLAYBOY vendendo nossas mercadorias no interior da China, onde a revista ainda nem é distribuída. Na Exposição PLAYBOY deste verão, um exemplar em perfeitas condições do primeiro número foi vendido por 14600 dólares — o dobro do dinheiro que eu tive para lançar a Playboy. Isso é ótimo.</p>
<p><img class="size-full wp-image-28656 alignright" title="Conte-nos uma história, papai Hef" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/51643729.jpg" alt="" width="300" height="408" /></p>
<p><strong>Sua filha, Christie, é a CEO [chief executive officer, a executiva mais poderosa] da empresa. Agrada-lhe manter o controle da PLAYBOY na família?</strong><br />
É uma das coisas que tornam nosso atual sucesso ainda mais bonito. Ela é muito esperta, é uma executiva e permite que eu concentre minhas energias nos aspectos criativos do nosso negócio. Ela é, também, a porta-voz perfeita da empresa.</p>
<p><strong>Presumivelmente, seus filhos, Marston e Cooper, um dia vão lhe perguntar como o pai começou a PLAYBOY. Vamos voltar a 1953, em Chicago, e ao cara com uma grande idéia. Diga-nos quem e como era esse cara.</strong><br />
Eu nunca fui um executivo nem um editor. Trabalhei nos departamentos de promoção e circulação de outras revistas por um salário mais baixo do que as secretárias ganhavam. Mas, quando comecei a propagandear o exemplar do primeiro número — escrevendo cartas para agentes que representavam escritores, para os próprios escritores e artistas, para os distribuidores, falando sobre esta nova revista — tornei-me uma versão adulta do garoto que fora na infância. O garoto que sonhou os sonhos. Eu era o menino que inventava as brincadeiras que divertiam os outros garotos da nossa vizinhança. Publiquei um jornal baratinho aos 8 anos e comecei um jornalzinho na escola. Criei uma revistinha em quadrinhos, escrevi contos de mistério e monstros e publiquei a revista Shudder no início da adolescência. Fiz um filme de horror, Return from the Dead, quando tinha 16 anos. Não sabia disso na época, mas estava ensaiando para o que faria mais tarde.</p>
<p><strong>Olhando para trás, surpreende-o o fato de que ninguém mais tenha tido essa idéia que, a princípio, parecia tão óbvia para tal revista?</strong><br />
Sim. Sempre pensei que o conceito da PLAYBOY — uma revista para o homem jovem urbano — era tão natural que me espanta ninguém mais ter pensado nisso antes. Mas o estado de espírito do país era tão conservador e tão preso a uma domesticidade do Papai Sabe Tudo [série de televisão dos anos 60] que uma publicação para solteiros era uma forma de heresia. A Esquire criou uma revista sofisticada para homens na década de 30, mas era para caras mais velhos que tinham amantes. Depois da guerra, a Esquire ficou tão conservadora quanto as demais. Por isso a PLAYBOY foi tal revelação. Era para o homem jovem na ativa.</p>
<p><strong>Foi simplesmente uma manifestação cultural ou havia também motivação pessoal?</strong><br />
Foi pessoal. Eu estava em um casamento infeliz, com medo de ficar como meus pais. Fui criado em um típico lar metodista do meio-oeste com muita repressão puritana. Os sonhos da minha infância vieram diretamente do cinema. Tinham mais a ver com aventura romântica e paixão do que com viver feliz para sempre. O romance é a promessa de algo que ainda não foi realizado. É parte da nossa cultura ocidental. Nossos mitos românticos tratam do namoro, não do casamento. Quando um homem e uma mulher se tornam pai e mãe, o enfoque passa ser a família e os filhos. Na tradição do Velho Mundo, a ligação romântica é freqüentemente transferida para a amante e eu acho isso uma pena.</p>
<p><strong>Isso quer dizer que você é contra o casamento?</strong><br />
Não. Simplesmente significa que o casamento não é para todo mundo. Diferentes emoções para pessoas diferentes. Há muitos caminhos para Meca. Quando eu era mais jovem, os mentores da norma cultural ditavam que havia somente uma forma de viver sua vida. Todo mundo tinha que se casar. Se não o fizesse, havia algo errado com você. Mas eu acho que é perfeitamente possível viver uma vida plena, produtiva, ética e moral sendo solteiro. Todo mundo se casava ainda na adolescência ou no início da casa dos 20 anos, imediatamente após a formatura do segundo grau ou da faculdade. Isso é idiota. Homens e mulheres precisam de um tempo longe de seus pais para estabelecer algum senso de identidade pessoal como adultos. Isso não era possível quando eu era jovem, porque a igreja e o Estado tinham controle sobre o sexo. Homens e mulheres decentes de classe média não deviam fazer sexo pré-conjugal, por isso havia tanta pressão para o casamento porque o matrimônio legitimava o sexo. Foi o que fiz. Casei-me a primeira vez assim que saí da faculdade e meus colegas fizeram o mesmo. E durante muito tempo acreditei que a principal causa do divórcio era o casamento prematuro.</p>
<p><strong>Sendo assim, por que você sempre se relacionou com mulheres mais jovens?</strong><br />
As pessoas sempre me perguntam por que não saio mais com mulheres da minha idade. Eu costumava sair. Sempre saí com mulheres adolescentes ou na casa dos 20. Apenas a minha idade é que mudou [risos]. Por causa da PLAYBOY, minha vida é cheia de mulheres jovens e belas. Eu seria louco se não tirasse vantagem disso.</p>
<p><strong>Como você teve a idéia de usar um coelho como o símbolo da PLAYBOY?</strong><br />
Esses são os que eu chamo de “momentos de eureka”, que muitas vezes surgem no meio da noite. O coelho foi um deles. Escondê-lo na capa foi outro. O coelho surgiu de algo que fiz quando era garoto. Eu tinha uma marca registrada para meus livros de histórias em quadrinhos e queria criar uma para a Playboy. Na revistinha, era apenas um círculo com um sinal de mais dentro e quatro pontos. Isso foi inspirado no personagem de quadrinhos Fantasma. Quando ele atingia um cara mau com seu anel de caveira, deixava sua marca nele. Isso despertou minha imaginação. Eu queria deixar uma marca também.</p>
<p><strong>Dê-nos um outro exemplo de seus “momentos de eureka”.</strong><br />
Quando eu pintei o DC-9 de preto. Se não tivesse sido preto, não acredito que tivesse ficado famoso mundialmente. Ninguém nunca tinha pintado um avião a jato de preto antes. Mas ele tinha uma mística de Batman-James Bond, particularmente com as Jet Bunnies [coelhinhas do jato] a bordo, nos seus maravilhosos trajes de 007. Os executivos da Playboy disseram que não podíamos pintar o avião de preto porque não seria visto à noite e porque absorveria muito calor durante o dia. Os aviões comerciais naquela época eram todos prateados ou brancos. Tivemos que obter uma permissão especial da FAA [Federal Aviation Administration — Administração Federal da Aviação] para colocar luzes na ponta das asas de forma que brilhassem sobre a cauda. O que você via à noite era esse pássaro negro no céu com o coelhinho da Playboy na cauda.</p>
<p><strong>Neste mundo de megacorporações, certamente existem muitas revistas filiadas a estúdios ci-nematográficos.</strong><br />
Isso é verdade. É fascinante como não existe mais distância entre as coisas. Nos primórdios da The New Yorker, Harold Ross mantinha a integridade editorial da sua revista intacta colocando seus editores em um andar e o departamento de publicidade em outro. Ele nem deixava os dois departamentos conversarem entre si. Agora? Esqueça! A Time, a Life, People e a Entertainment Weekly pertencem à Time Warner. A Disney é dona da ABC e a Viacom possui a CBS. Em questão de negócios, todo mundo está dormindo com todo mundo — e aqui estamos nós, criticando Clinton pela vida sexual dele?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28654" title="O tempo passa e uma coisa não muda. Está sempre cercado de mulheres bonitas" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/2077773.jpg" alt="" width="595" height="454" /></p>
<p><strong>A cruzada contra a pornografia nunca conquistou muito apoio político, mas não acha que assédio sexual e estupro por parte de pessoas conhecidas ainda são questões importantes?</strong><br />
Um assédio sexual de verdade e estupro devem ser. Mas vamos deixar a política fora disso. É perfeitamente permissível que as pessoas passem cantadas umas nas outras. De que outra forma vamos perpetuar a espécie? O que chamamos de assédio sexual é, em muitos casos, como o Discurso Orwelliano: as definições mudam com a orientação do momento. O jogo do acasalamento é um fenômeno contínuo e maravilhoso. Devíamos estar celebrando isso. Pode haver excessos e exploração? É claro que pode. Mas, se alguém pensa que cada variação do tema que expressa desejo e sexualidade humanos é de certa forma explorador ou é assédio, então estamos mais pobres por causa disso.</p>
<p><strong>Qual é a sua impressão sobre o atual estado do movimento feminista?</strong><br />
Acho que é menos radical e menos anti-sexual do que era nos anos 80.</p>
<p><strong>Você é otimista a respeito das relações entre os sexos?</strong><br />
Sinto como se estivéssemos saindo de um longo e tenebroso túnel. A reação da população ao escândalo com Clinton não teria sido tão tolerante se ainda estivéssemos na época das trevas de não muito tempo atrás. Da mesma forma como nos anos 80 e início dos 90 houve uma reação negativa aos liberais 60 e 70, agora estamos experimentando uma reação negativa à repressão das duas últimas décadas. Talvez não seja tanto assim. Afinal, o povo entendeu que não precisa que os membros do Congresso ou as autoridades governamentais lhe digam como deve ser ou não ser moralmente.</p>
<p><strong>As histórias das suas aventuras são uma lenda. A revista britânica FHM recentemente calculou que você fez amor com 3000 mulheres na sua vida. Na realidade, avaliou que a soma do peso dessas mulheres seria igual ao de um avião. Acho que as palavras empregadas foram: “Ele trepou com um avião!” Isso é compatível com os seus próprios números?</strong><br />
Como acontece com muitas coisas na minha vida, é um exagero. Como a maioria dos homens, passei por uma fase em que a quantidade era importante. Mas sou um romântico e tenho uma tendência para me envolver em relacionamentos — mesmo que sejam três ou quatro de uma só vez. Tive a oportunidade de conhecer e fazer amor com algumas das mulheres mais bonitas do mundo.</p>
<p><strong>Dentro do espírito desta retrospectiva do milênio, que tal compartilhar alguns de seus momentos sexuais que deixaram boas lembranças?</strong><br />
Não estou certo de quanto estou preparado para compartilhar com você ou com nossos leitores. Mas, seja lá o que você imaginar que tenha sido, foi muito melhor. Mais amor e mais risadas. Mais aventuras sexuais inacreditáveis e mais amores e amizades duradouras também.</p>
<p><strong>Por favor, diga-nos alguma coisa. Nossa mente curiosa realmente quer saber.</strong><br />
Em um aniversário, puseram dezoito garotas nuas para mim no Grotto, como presente.</p>
<p><strong>Você costumava gravar em vídeo suas travessuras sexuais. Ainda assiste aos seus favoritos do passado?</strong><br />
Não mais. Livrei-me deles na década de 80. Anteriormente, em uma casa cheia de equipamentos, gravei muitas aventuras sexuais, mas somente com o conhecimento e a aprovação das participantes.</p>
<p><strong>Você destruiu importantes registros históricos que transformam as fitas do caso Nixon em algo insignificante. Por quê?</strong><br />
Achei que estava na hora. Uma garota com quem estava saindo tentou pegar um deles e eu não queria que caíssem em mãos erradas. Algumas das mulheres que estavam nas fitas estavam casadas e com filhos, então achei que era tempo de me livrar delas.</p>
<p><strong>Como?</strong><br />
Eu as afoguei, jogando-as no mar.</p>
<p><strong>Onde?</strong><br />
Não sei o lugar. Lamento. As fitas se foram, mas as lembranças permaneceram.</p>
<p><strong>Qual foi sua reação ao vídeo caseiro de sexo de Pamela Anderson e Tommy Lee [<em>gravado por eles durante a lua-de-mel</em>]?</strong><br />
Esse é um exemplo clássico de como a privacidade pessoal praticamente desapareceu da nossa sociedade. O tribunal não foi muito solidário, embora a fita tenha sido furtada da casa deles, o que sugere que as celebridades não têm direito a nenhuma privacidade. Não faz sentido. Será que o juiz estava punindo os dois porque não aprova a vida pessoal deles? Não tenho a menor idéia. Acredito que tenha sido uma má decisão. De qualquer modo, a fita de vídeo deles fazendo sexo não teve mais efeito sobre a carreira dela do que as fotos de Marilyn Monroe nua para o calendário tiveram nos anos 50. Isso nos mostra como avançamos na última metade do século.</p>
<p><strong>Você teve uma experiência parecida em 1998, quando Larry Flynt publicou fotos explícitas suas com uma ex-namorada na cama redonda de Chicago.</strong><br />
Essas fotos foram tiradas há 25 anos, com uma câmera Polaroid. Foram furtadas da mansão de Chicago e eu nem sabia que estavam extraviadas até que Larry Flynt telefonou-me para dizer que estavam com ele. Em um gesto de boa vontade, convidei-o para vir à mansão Playboy Oeste. Ele veio e me deu as fotos. Obviamente, tinha feito cópias e, 25 anos mais tarde, publicou-as. A ex-namorada está agora casada e com filhos adolescentes. Assim, ele teve que enfrentar graves ações judiciais por essa atitude.</p>
<p><strong>Você uma vez admitiu que algumas de suas sessões de swing nos anos 70 e 80 incluíram bissexualidade. Por que resolveu falar sobre isso?</strong><br />
Estava tentando questionar alguns dos preconceitos relacionados com a sexualidade. As distinções que fazemos entre o que é um comportamento aceitável e um inaceitável são tão ardilosas. Esses tabus sociais têm muito pouco a ver com a verdadeira natureza do homem. Todos os meus sonhos são heterossexuais. O fato de eu estar disposto a experimentar as variações sobre o tema como parte de uma sessão de swing com múltiplos parceiros é apenas uma confirmação de que acho esses tabus uma droga.</p>
<p><strong>Você acha que esses tabus estão desaparecendo?</strong><br />
Sim, acho. Depois do conservadorismo político dos anos 80 e da histeria provocada pela Aids, acho que os tabus mais irracionais estão começando a desaparecer. Acho que as pessoas estão mais abertas à experimentação e mais tolerantes em relação ao ponto de vista dos outros. A reação da população ao caso Clinton-Monica Lewinsky foi uma revelação. Os americanos provaram que são muito menos pudicos e puritanos do que os políticos de direita e os ex-membros da Moral Majority nos fizeram acreditar que fossem.</p>
<p><strong>Como você resumiria o caso Clinton-Monica Lewinsky.</strong><br />
Muito barulho por nada. Eu só desejaria que ele tivesse mais bom gosto. Mas foi um caso perfeitamente apropriado e não era da conta de ninguém, a não ser dela e de Clinton. Tinha tudo a ver com as responsabilidades dele com a família e não com sua responsabilidade com o país.</p>
<p><strong>Mas ele mentiu para todo o país.</strong><br />
Não era da nossa conta. Não tenho problemas com casos no escritório. A idéia de que eles são por definição destinados a obter vantagens simplesmente não é verdadeira. Só se a relação envolver abuso de poder. Mas é nos escritórios que você encontra membros do sexo oposto. E envolve-se emocionalmente. Por que não? Uma das coisas tristes que acontecem quando você termina a escola é que não tem mais aquele tipo de ambiente natural onde pode conhecer pessoas — não há mais comunidade de pessoas com interesses em comum. Um dos poucos lugares onde pode encontrar pessoas com interesses afins é no escritório. E não importa se é um escritório em Dês Moines ou a Casa Branca, em Washington D.C.</p>
<p><strong>Sei que os Beatles visitaram a mansão e que, segundo a lenda, John Lennon apagou um cigarro em um Matisse no Grande Salão. Isso é verdade?<br />
</strong>Ele esteve lá. Eu estava jogando gamão na biblioteca, por isso não vi o acontecimento. Parece que um dos meus amigos achou que as atitudes dele eram inapropriadas e ficou muito aborrecido. Houve uma grande troca de insultos.</p>
<p><strong>Ele estragou o quadro?</strong><br />
Provavelmente tornou-o mais valioso: Matisse reinterpretado por Lennon [<em>risos</em>].</p>
<p><strong>Sinatra, Elvis, os Beatles — esse desfile de pessoas lendárias nos conduz a Marilyn Monroe, sua primeira playmate. Por que você e ela nunca se encontraram?</strong><br />
Se ela tivesse vivido mais tempo, certamente teríamos nos encontrado. Mas eu passava muito pouco tempo na Califórnia nos anos 50 e ela nunca ficou um tempo em Chicago. Mas o aparecimento dela no primeiro número da revista nos vinculará para sempre aos olhos das pessoas.</p>
<p><strong>Há alguma atriz da atualidade que possua o apelo sexual de Marilyn?</strong><br />
Pamela Anderson é a Marilyn dos anos 90. É a mais famosa loura do planeta. Mas não tem a presença na tela nem a vulnerabilidade de Marilyn. Ninguém se compara a Marilyn. Isso em parte é porque o sistema do estúdio não existe mais. Eles costumavam criar as estrelas do sexo. Agora, as estrelas do sexo são na maioria supermodelos e as garotas das fotos centrais. Tenho orgulho em dizer que muitas das maiores estrelas do sexo apareceram na Playboy e que a revista teve um papel importante na carreira delas. De Marilyn Monroe, Jayne Mansfield e Brigitte Bardot, Ursula Andress, Raquel Welch e Farrah Fawcet a Bo Derek, Cindy Crawford, Pamela Anderson, Kim Basinger e Sharon Stone — todas elas estiveram na revista. Em entrevistas, Pamela, Kim Basinger e Sharon Stone ainda falam no papel que a PLAYBOY desempenhou no lançamento da carreira de cada uma.</p>
<p><strong>O contraste entre Marilyn Monroe e Pamela Anderson é um reflexo das diferenças entre as garotas das páginas centrais mais naturais dos anos 50 e as playmates cirurgicamente aperfeiçoadas de hoje. Pamela disse uma vez que, se ficasse muito perto de um radiador, derreteria. Agora ela mandou remover os implantes e diz que isso a fez se sentir mais sexy. Qual sua opinião sobre implantes nos seios e qual a sua preferência pessoal?</strong><br />
Prefiro seios naturais, mas não tenho problemas com implantes nos seios. É como qualquer outra forma de cirurgia plástica: se melhora a aparência de uma mulher ou se ela sente que melhora, por que não?</p>
<p><strong>Quantas playmates já fizeram implante nos seios?</strong><br />
Depende da época. Isso era relativamente raro há trinta anos e agora é lugar-comum. Não é mais uma coisa extraordinária.</p>
<p><strong>Você mesmo já não passou por algumas “esticadinhas” há alguns meses?</strong><br />
Sim, mas apenas no pescoço. Não mexi no rosto. Já me acostumei com o meu rosto e gosto dele.</p>
<p><strong>Você mencionou uma série de gente famosa que já apareceu na PLAYBOY. Mas nem todas as mulheres que apareceram na revista estão entusiasmadas de estar lá. Uma Thurman ficou aborrecida quando você publicou fotos dela em uma praia de nudismo. O que você diria a ela?</strong><br />
Se as fotos tivessem sido tiradas em um cenário particular, não teriam sido publicadas. Um exemplo clássico disso é Jackie Onassis. As fotos nuas da ex-primeira-dama foram tiradas com lentes telescópicas, quando ela tomava banho de sol nas ilhas gregas. Essas fotos foram oferecidas à PLAYBOY. Recusei-me a publicá-las e elas acabaram na Hustler. Nossa recusa deve-se ao fato de que foi uma invasão de privacidade. Mas Uma Thurman estava em uma praia pública. Se você está nua em uma praia pública, tudo pode acontecer, me parece. Isso dito, eu obviamente prefiro publicar fotos que são tiradas especificamente para a Playboy, mas às vezes fazemos exceções. Se não fizéssemos, não teríamos publicado a foto de Marilyn Monroe no número 1 e eu não estaria aqui.</p>
<p><strong>Estamos sabendo que você reservou seu túmulo ao lado de Marilyn Monroe no cemitério Westwood Memorial. Você realmente planeja passar a eternidade descansando ao lado dela?</strong><br />
Sim, embora Jay Leno tenha insinuado que, já que eu ia gastar tanto dinheiro, deveria ficar em cima dela [<em>risos</em>]. Mas, para mim, há algo de poético no fato de que estaremos enterrados no mesmo lugar. E esse cemitério também tem outros significados para mim. Amigos estão enterrados lá.</p>
<p><strong>Agora que Ron Howard e Brian Grazer estão planejando fazer um grande filme sobre a sua vida na Universal, você tem alguma sugestão para o elenco? Se pudesse escolher um ator de qualquer época para representá-lo, quem seria?</strong><br />
Teria que ser alguém que conseguisse captar o romântico juvenil, porque é isso na realidade que eu sou. É a história do garoto do meio-oeste, metodista, criado de forma repressora, que sonhou sonhos impossíveis e, contra todos os obstáculos, concretizou-os. Você pode ver um pouco da minha história em Mr. Smith Goes to Washington [A Mulher Faz o Homem] e vários outros filmes de Capra. Mas eu também sou Cary Grant em The Awful Truth [Cupido é Moleque Teimoso].</p>
<p><strong>Se o filme tratar da sua infância, será que vamos ficar sabendo como Hugh Hefner aprendeu sobre os pássaros e as abelhas?</strong><br />
Minha mãe era uma mulher instruída que nos ensinou sobre reprodução, mas não sobre sexo. Meu irmão e eu fomos os primeiros garotos na nossa rua a saber de onde vinham os bebês, mas sexo nunca foi mencionado na nossa casa. Aprendi sobre sexo com meus amiguinhos.</p>
<p><strong>Você já discutiu o assunto com Marston e Cooper, seus filhos?</strong><br />
Nenhum assunto é tabu na nossa casa. Se você torna um assunto tabu, cria uma sensação falsa de fascínio. E, como sabemos, o sexo já é suficientemente fascinante sem precisar da ajuda de ninguém [sorrisos]. Se você permite que os tabus quebrem a comunicação entre você e seus filhos quando são pequenos, então, quando ficarem adolescentes, você pagará o preço — o mesmo acontecendo com seus filhos. O que tentamos fazer é criar um ambiente onde, quando eles têm dúvidas sobre algo, obtenham respostas e que elas sejam verdadeiras.</p>
<p><strong>Nesse espírito, temos algumas perguntas sobre o único assunto que ainda não discutimos: seu casamento com Kimberley e a separação de vocês.</strong><br />
Ainda estou apaixonado pela garota da porta ao lado, mas estou muito mais feliz agora do que estava quando estávamos casados.</p>
<p><strong>Como os meninos estão lidando com a situação?</strong><br />
Eles deixaram bem claro para a mãe que nos querem juntos de volta, o que é de se esperar. E, ao mesmo tempo, tem havido muito pouco trauma, porque eles estão aqui quase todos os dias. Mantive os quartos deles intactos na mansão e sempre os vejo.</p>
<p><strong>As suas namoradas já encontraram Kimberley?</strong><br />
Elas se conheceram, mas não junto comigo. Kimberley vem aqui regularmente com as crianças e usa o salão de ginástica todos os dias.</p>
<p><strong>E se você estiver no Grotto com alguém quando ela der uma passada por aqui? Apenas uma parede separa a casa dela da sua. Isso não seria um pouco estranho?</strong><br />
Seria desconfortável para mim em qualquer situação. Não quero me exibir nem ferir ninguém de nenhum lado. Sinceramente, tenho sorte por estar funcionando tão bem do jeito que está agora, e quero tentar manter as coisas como estão o maior tempo possível — para Kim, para as garotas e para as crianças.</p>
<p><strong>Como você encara os namorados de Kimberley na vida de seus filhos — e o fato de você estar bem na porta ao lado?</strong><br />
Kimberley não sai muito, mas alguns namorados já estiveram aqui. Houve ao menos uma ocasião, quando ela estava saindo com Rod Stewart, que os filhos dele e os nossos fi-lhos, com a minha aprovação, vieram aqui e nadaram juntos na piscina. Mas ainda não tive que lidar com uma situação em que ela estivesse envolvida seriamente com alguém.</p>
<p><strong>Depois da separação de Kimberley, como foi levar uma outra mulher para a cama pela primeira vez?</strong><br />
Muito estranho.</p>
<p><strong>Algum sentimento de culpa?</strong><br />
Não. Apenas não pareceu natural. Kimberley simplesmente foi embora e realmente não foi uma separação oficial. Ela decidiu que queria levar as crianças para o Havaí na véspera de ano-novo. Perguntei: “Por que você quer se afastar durante os feriados em vez de ficarmos juntos?” Mas a família dela estava indo e ela foi. A separação se tornou oficial depois, em janeiro e fevereiro de 1998. Foi lá por março ou abril que comecei a sair com garotas. No início de abril, chegou o Viagra. Era o momento certo.</p>
<p><strong>E depois você conheceu Brande, Sandy e Mandy.</strong><br />
Sim. E o momento certo é tudo. Sou o cara mais sortudo de todo o mundo.</p>
<p><strong>Vários amigos íntimos seus morreram no ano passado – Mel Tormé, Shel Silverstein e, mais recentemente, sua secretária Joni Mattis. Você tem medo da morte?</strong><br />
Não. Sinto-me muito confortável com a natureza da vida e da morte e com o fato de que nós chegamos a um fim. O que é mais difícil de imaginar é que aqueles sonhos e primeiros anseios e desejos da infância e da adolescência também desaparecerão. Mas quem sabe? Talvez eles se tornem parte do seja-lá-o-que-for eterno.</p>
<p><strong>O que você acredita que acontece após a morte?</strong><br />
Não tenho uma pista. Sempre me surpreendo com as pessoas que acham que têm uma idéia. Está perfeitamente claro para mim que a religião é um mito. É algo que inventamos para explicar o inexplicável. Minha religião e o lado espiritual da minha vida vêm de um senso de ligação com a humanidade e com a natureza neste planeta e no universo. É tão fantástico, tão complexo, tão além da compreensão. O que tudo isso significa — se é que tem um significado? Mas como tudo isso pode existir se não tem algum tipo de significado? Acho que qualquer um que sugira que tem uma resposta está motivado pela necessidade de inventar respostas, porque nós não temos as respostas.</p>
<p><strong>Portanto, preocupar-se com isso é inútil?</strong><br />
Isso é sabido. Woody Allen chamou a atenção para isso em Annie Hall [Noivo Neurótico, Noiva Nervosa]: “Como você pode ser feliz quando sabe que em 1 bilhão de anos o sol vai explodir?” Então, em Manhattan, ele pensa naquelas coisas que podem tornar a vida mais agradável: Potato Head Blues, por Louis Armstrong. Groucho Marx. Todos nós temos a nossa pequena lista.</p>
<p><strong>Qual é a sua?</strong><br />
As lembranças da minha infância. Sonhar os meus sonhos. O Montclare Theater e aquelas imagens sobre a tela prateada. I’ll Be a Friend with Pleasure, de Bix Beiderbecke. As coisas mais piegas, creio eu [risos]. Um dos motivos pelos quais gosto da mansão Playboy é porque é tão perto da natureza. Posso caminhar no meio das árvores, das flores e dos pássaros e ter aquela sensação de uma conexão universal. Minha religião é um dia perfeito ou uma noite maravilhosa aqui no quintal, onde posso ouvir os grilos como fazia na infância. Eu observo os beija-flores quando eles vêm se alimentar do lado de fora das janelas do meu escritório no sótão. Desde o começo, sempre foi mais fácil para mim estabelecer uma ligação com a natureza e com os animais do que com as pessoas.</p>
<p><strong>Por que isso?</strong><br />
O mito do Tarzan e sua companheira: aqueles filmes sobre um homem e sua mulher sozinhos na floresta, ligados à natureza, tiveram uma grande influência sobre mim. A civilização e o caçador branco foram os inimigos que quiseram se intrometer e destruir aquela vida idílica, paradisíaca.</p>
<p><strong>Quando as pessoas olham para a sua vida, há alguma lição que você espera que elas aprendam?</strong><br />
Se isso representa alguma coisa, minha vida é um exemplo de como você não tem que viver segundo as normas de outras pessoas. Você não precisa ficar limitado por idéias preconcebidas sobre sexo, idade ou outra coisa assim. Você pode aceitar essa vida ou pode encontrar seu próprio caminho, reinventar a si próprio e se tornar aquilo que deseja ser. A vida é uma aventura extraordinária se você a toma em suas mãos e persegue seus sonhos. Se você não fizer isso, nunca saberá o que poderia ter acontecido.</p>
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		<title>5 perguntas para Jordan Gatesmith, do Howler</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 14:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin_playboy</dc:creator>
				<category><![CDATA[5P]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[nova promessa]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>
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		<description><![CDATA[Conversamos com o líder da banda norte-americana que vem sendo chamada de “os novos Strokes” - e que toca no Brasil em fevereir - sobre solidão, Grammy e se tamanho é documento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28638" title="Jordan, ao centro, fala das pressões de ser a nova promessa do rock" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/chrisr_1323722760_Howler.jpg" alt="" width="595" height="280" /></p>
<p>A banda norte-americana Howler se apresenta em São Paulo e Porto Alegre no final de fevereiro graças a uma iniciativa de <em>crowdfunding</em>, que levanta fundos entre os fãs para trazer artistas ao país. Conversamos com o líder do grupo, Jordan Gatesmith: lacônico, com uma atitude beirando o blasé, uma voz entre Joey Ramone e Julian Casablancas e uma aparência que remete a um Justin Bieber indie-punk, como bem notou um jornalista do The Guardian. Com vocês, o <em>frontman</em> de uma das maiores promessas do rock atual.</p>
<p><strong>1. O início da música “Back of Your Neck” tem uma pegada bem rockabilly e o resto da canção parece acenar para o espírito dos anos 1950. Ao mesmo tempo, podemos reconhecer no som do Howler algumas similaridades com o Jesus and Mary Chain e o Hüsker Dü, quanto ao aspecto de unir barulho e melodia. Você até já tocou em uma banda de metal. Como você lida com tantas influências?<br />
</strong>Acho que é isso que define o Howler, mais do que qualquer outra coisa. Não temos a obrigação de sermos específico quanto às nossas influências. Nós escutamos muitas coisas e somos muito fãs de música. Todas essas influências cooperam com o que nos tornamos e com o som que fazemos ao final do dia. É engraçado porque todos na banda têm em comum algumas bandas que gostamos muito, mas ao mesmo tempo cada um tem um gosto peculiar. Alguém pode gostar mais da cena do garage rock e eu, por exemplo, gosto mais do rock’n’roll do início dos anos 1960. Nos encontramos em algum ponto, mas temos gostos particulares.</p>
<p><strong>2. Você acha que a recepção da banda foi melhor no Reino Unido do que nos Estados Unidos?<br />
</strong>Hmm&#8230; Sim, até agora. Temos muitos shows marcados nos Estados Unidos, mas até o momento tivemos uma resposta maior no Reino Unido. Mas ainda esperamos atingir um público maior no nosso país.</p>
<p><strong>3. Você disse que passou muito tempo no seu porão compondo as canções de “America Give Up” [disco de estreia da banda]. Como foi a experiência?<br />
</strong>Foi uma experiência bem solitária [<em>risos</em>]. Com certeza, foi um processo de amadurecimento e um dos momentos mais difíceis da minha vida, por alguma razão. Não chegou a ser uma experiência dolorosa. Acho que a composição desse álbum foi como uma luz no fim do túnel para mim. Trabalhar com música, sabe? Mas compor o disco foi difícil.</p>
<p><strong>4. A resposta que vocês receberam do Reino Unido foi melhor do que nos Estados Unidos?<br />
</strong>Hmm&#8230; Sim, até agora. Temos muitos shows marcados nos Estados Unidos, mas até o momento tivemos uma resposta maior no Reino Unido. Mas ainda esperamos atingir um público maior em casa.</p>
<p><strong>5. Você prefere tocar em lugares grandes ou pequenos, como os que vocês tocarão aqui no Brasil?<br />
</strong>Para mim, não faz diferença. O importante é que tenha pessoas lá. Já fomos headliners em festivais nos quais tocamos para seis mil pessoas. Temos que prestar atenção em como a plateia está feliz e se ela está se divertindo.</p>
<p>*Assista ao clipe de  &#8216;Back of Your Neck&#8217;, do álbum America Give Up<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/swg9X1LcXm8?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/swg9X1LcXm8?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em></em></p>
<p><em>** O Howler se apresenta em fevereiro no Brasil, dia 24 em São Paulo, no Beco SP (Rua Augusta, 609, ingressos de R$ 50 a R$ 70 <a href="http://www.playbook.com.br/show/howler" target="_blank">aqui</a>); e no dia 25 em Porto Alegre, no <a href="http://www.beco203.com.br/agenda-beco.php?c=594">Beco RS</a> (Avenida Independência, 936, ingressos de R$ 35 a R$ 60 <a href="http://www.playbook.com.br/show/howler-em-porto-alegre" target="_blank">aqui</a>)</em></p>
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		<title>Rock para curtir com os olhos</title>
		<link>http://playboy.abril.com.br/entretenimento/musica/rock-para-curtir-com-os-olhos/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 20:33:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin_playboy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[arte do rock]]></category>
		<category><![CDATA[cartazes]]></category>
		<category><![CDATA[grushkin]]></category>
		<category><![CDATA[memorabilia]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>

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		<description><![CDATA[Jornalista reúne em livro memorabilia de bandas de rock clássico, coletadas pelo aficcionado Rob Roth]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-28601 alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="A Arte do Rock, de Paul Grushkin (Divulgação)" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/arterock.jpg" alt="" width="226" height="251" />Como todo colecionador, Rob Roth é um compulsivo, mas em vez de insetos, selos postais ou latas vazias de cerveja, Roth coleciona rock.<br />
Ao longo de décadas &#8211; desde a adolescência na Nova York dos anos 1960 até a consolidação de sua carreira como diretor teatral da Brodway, nos 1990 &#8211; ele reuniu milhares de cartazes, crachás, móbiles e todo tipo de material de propaganda de bandas como Alice Cooper, Grateful Dead e Rolling Stones.<br />
O jornalista Paul Grushkin mergulhou na coleção de Roth e resgatou verdadeiras raridades da época dourada das gravadoras, que investiam pesado em divulgação e material gráfico, sem se preocupar em quanto tempo levaria até suas músicas caírem na rede e seus shows aparecerem no Youtube.<br />
O garimpo resultou no livro A Arte do Rock – Imagens que marcaram a era clássica do rock (Ed. Companhia Nacional), 250 páginas do melhor da coleção de Rolling Stones, Pink Floyd, The Who, Led Zeppelin, David Bowie, Alice Cooper, Elton John e Queen.<br />
A PLAYBOY conversou com Grushkin sobre o trabalho, suas bandas preferidas e a decadência do material de divulgação nos dias de hoje, de tecnologia e crise da indústria fonográfica.</p>
<p><strong>Você já escreveu sobre outras coisas relacionadas ao rock´n´roll, como pôsteres e carros. Alguma coisa da coleção pessoal de Rob para este livro te surpreendeu, por quê?</p>
<p></strong>Sim, os móbiles. Eles são muito difíceis de encontrar, especialmente em boas condições, porque foi difícil para as lojas os preservarem intactos. Mas, na verdade, há poucos livros realmente representativos sobre memorabilias. Talvez haja coleções maiores ou de alguma forma mais representativas do que a de Rob, mas eu realmente desconfio disso.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>David Bowie, Alice Cooper, Mick Jagger e Elton John são famosos não apenas por seu talento como músicos, mas também por serem muito preocupados com sua própria imagem através dos anos. Baseado no que pesquisou, você poderia dizer que eles tiveram controle sobre o material visual e identidade que foi criado em torno deles? Quanto dos seus próprios gostos é mostrado nos  material de publicidade?  Podemos medir?</p>
<p></strong> Sim, pois o material do livro é principalmente o trabalho das gravadoras, os músicos davam a palavra final. Talvez eles não tenham criado as figuras e todo o projeto gráfico das promoções, mas eles tinham de autorizar. E, no caso de Jagger ou Bowie, eles injetavam muito se si mesmos na criação de imagem.<br />
O trabalho mostrado em A Arte do Rock e A Arte do Rock Moderno, era o trabalho de pensadores independentes , cujo trabalho não foi sujeitado a nenhum tipo de controle, pitacos ou envolvimento dos músicos para os qual era produzido.</p>
<p><strong>Qual seu artista favorito entre os oito?<br />
</strong><br />
Provavelmente The Who. Enquanto eu fazia o livro, eu fui um grande fã de Stooges, tendo visto dois excelentes [<em>ênfase</em>] concertos na Bay Area. Eu sei o mínimo sobre Alice Cooper, não vi ele no palco, mas fui completamente conquistado pela força de sua arte promocional.<br />
Para mim, o melhor de Elton John é a época de Honky Chateau e eu achei a arte pouco amarrada.</p>
<p><strong>Houve algum artista ou banda que estava em meio à coleção de Rob quando você começou sua pesquisa e, por alguma razão, acabou não entrando?<br />
</strong><br />
Bem, Rob fez a escolha de quais artistas e bandas apresentar. Por exemplo, apesar de ele ter muito em sua coleção de bandas como Journey, ele não quis colocá-las lá. Ele escolheu as oito em especial, pois ele tinha um excelente material e eram bandas com carreiras impressionantes.</p>
<p><strong> Você acha possível para bandas na era digital cuidar de sua imagem e produzir material visual interessante, mesmo com os álbuns digitais sem capa?<br />
</strong><br />
Enquanto a internet possibilita todo tipo de compartilhamento, a maioria das novas bandas tem uma vida muito curta, se comparadas com Led Zeppelin, Beatles e Grateful Dead. Quantas destas novas bandas que surgiram neste último ano chegaram a gravar o terceiro álbum?<br />
E mais, o que são álbuns, nestes dias de mp3 e todo tipo de arquivo digital? Infelizmente, o desaparecimento do LP e, em breve, do CD, tem feito com que muito pouca arte gráfica acompanhe os lançamentos.<br />
É por isso que a arte impressa é tão importante hoje, porque pelo menos o pôster dos concertos servem de espaço para interpretar a música. Há muito tempo atrás, você iria a uma loja de discos para saber quais eram os lançamentos em vinil e era arrebatado pela arte da capa de um deles, você iria querer saber se a música faria jus. Um cartaz de um show era usado para dizer a você o que o evento pretendia ser e, mais tarde, o lembraria do que foi.<br />
A escassez de arte gráfica deixa um grande vazio neste nosso mundo. Você precisa apreciar a nova música com os ouvidos e também com os olhos e a imaginação.</p>
<p><strong>Todos os oito nomes no livro, exceto talvez o Led Zeppelin, fizeram carreira entre as décadas de 1960 a 1990. Você poderia apontar uma década em particular que acha mais interessante em termos de criatividade entre estas, e por quê?<br />
</strong><br />
Bem, eu sou bastante arraigado com as décadas de 1960 e 1970. Eu tive a sorte de ter nascido no começo dos anos 1950, então minha época de se ligar em música coincidiu com a melhor época do rock clássico. Diga-me o que quiser, mas eu AMO Grateful Dead.<br />
Meu último livro (o sétimo) intitulado Dead Letters é todo dedicado ao Dead e sua legião de fãs, os Dead Heads. Mas eu também aprecio o metal headbanger e a audácia do punk. Eu não sou punk, mas eu amo panfletos punks &#8211; quase tanto quanto cartazes psicodélicos de shows. Não sou muito fã de música eletrônica, mas há alguma arte digital excitante e excelente associada a ela.<br />
Eu tenho estado na linha de frente do merchandsing do rock por quase 30 anos e a coisa que você não quer fazer é olhar de nariz empinado para a música de alguém. Tudo é bom, como eles dizem. Mas, como qualquer um, eu gosto, como eu gosto.</p>
<p>*Veja fotos do livro <a href="http://playboy.abril.com.br/fotos/entretenimento/musica/a-arte-do-rock/" target="_blank">aqui</a></p>
<p>**A Arte do Rock está disponível para venda no <a href="http://www.ibep-nacional.com.br/nacional2010/htdocs/script/catalogo.asp?isbn=9788504017274" target="_blank">site da editora</a>. Preço R$98,00. 256 páginas.</p>
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		<title>A Arte do Rock</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 20:31:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[a arte do rock]]></category>

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		<description><![CDATA[Livro traz memorabilia de gerações do rock clássico. Veja fotos]]></description>
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<a href='http://playboy.abril.com.br/fotos/entretenimento/musica/a-arte-do-rock/queen/' title='Queen'><img width="140" height="80" src="/wp-content/uploads/2012/02/Queen_espelho-relogio_19771-140x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Queen" title="Queen" /></a>
<a href='http://playboy.abril.com.br/fotos/entretenimento/musica/a-arte-do-rock/alice-cooper/' title='Alice Cooper'><img width="140" height="80" src="/wp-content/uploads/2012/02/cartaz_filme_19741-140x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alice Cooper" title="Alice Cooper" /></a>
<a href='http://playboy.abril.com.br/fotos/entretenimento/musica/a-arte-do-rock/pink-floyd-2/' title='Pink Floyd'><img width="140" height="80" src="/wp-content/uploads/2012/02/mobile_promo_caixa_CDS_19921-140x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pink Floyd" title="Pink Floyd" /></a>
<a href='http://playboy.abril.com.br/fotos/entretenimento/musica/a-arte-do-rock/pink-floyd/' title='Pink Floyd'><img width="140" height="80" src="/wp-content/uploads/2012/02/anuncio_imprensa_DarkSide_19981-140x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pink Floyd" title="Pink Floyd" /></a>
<a href='http://playboy.abril.com.br/fotos/entretenimento/musica/a-arte-do-rock/elton-john/' title='Elton John'><img width="140" height="80" src="/wp-content/uploads/2012/02/cartaz_promo_19751-140x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Elton John" title="Elton John" /></a>

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		<title>5P para Andrew Cook, do A Rocket to The Moon</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 15:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin_playboy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Baterista da banda que vem ao Brasil em março fala sobre heróis das baquetas, Wando e o topless de Hayley Williams]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28573" title="Andrew Cook (segundo da dir. para a esq.) com a banda (Foto: Eric Ryan Anderson)" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/arockettothemoon.promo2_.EricRyanAnderson.jpg" alt="" width="600" height="379" /></p>
<p>A banda emo (eles não ligam de serem chamados assim) A Rocket to The Moon vem ao Brasil em março, para o festival Next Generation Fest, apresentando uma releitura do estilo que fez sucesso entre os anos 1990 e 2000. Mas o grupo está longe de se resumir só a isso. Em 2010, a banda lançou o EP The Rainy Day Sessions, no qual os fãs foram surpreendidos por um som country-folk e até por um peculiar cover de “Single Ladies (Put a Ring on It)”, de Beyoncé. Conversamos com Andrew Cook, baterista da banda.</p>
<p><strong>1. O site Allmusic descreveu a Fueled by Ramen [gravadora da banda] como “um dos epicentros do movimento emo-pop”. Mesmo a gravadora sendo bastante eclética, com artistas como Gym Class Heroes, Cobra Starship, Sublime With Rome, Paramore e Panic! At The Disco, você considera que a sua banda se encaixa no rótulo “emo”?<br />
</strong>Sinceramente, eu não vejo nenhum problema com isso. Não nos importamos quando as pessoas querem nos definir como emos. Existem muitas bandas que admiramos neste movimento, que é basicamente um esforço para colocar emoção na música. E nós procuramos fazer isso quando tocamos.</p>
<p><strong>2. O A Rocket to The Moon já mostrou que gosta de fazer covers. Na internet encontramos vídeos de versões de AC/DC, Akon e até Beyoncé. Nick Santino já disse que gostaria de tocar com Tom Petty &amp; The Heartbreakers. Quais são os artistas que você mais admira?<br />
</strong>Definitivamente eu também gostaria de fazer uma parceria com Tom Petty e sua banda. E também com Elvis Costello, que é um dos artistas que eu mais gosto. Como baterista, admiro muito Dave Grohl, que tocou no Foo Fighters e no Nirvana. Ele foi muito importante na minha formação como músico. Também gosto muito do trabalho do Jason McGerr, baterista do Death Cab for Cutie. Ele é um excelente instrumentista, mas infelizmente é muito subestimado. E de John Bonham, do Led Zeppelin, que basicamente definiu como um baterista de rock deve se comportar enquanto toca.</p>
<p><strong>3. Nos clipes da banda com frequência encontramos várias garotas bonitas. Vocês também possuem uma legião de fãs femininas, inclusive no Brasil. Vocês costumam sair com as fãs?<br />
</strong>Nós gostamos muito de sair com os nossos fãs. Não vemos problemas em tirar fotos, dar autógrafos e ser simpáticos com eles. Mas eu procuro não manter o hábito de sair com elas no sentido recreativo da coisa.</p>
<p><strong>4. Recentemente nós perdemos um grande ícone no Brasil. Ele era Wando, o maior garanhão que nós já vimos por aqui. É estimado que ele tivesse cerca de 15 mil calcinhas em sua coleção. As suas fãs tem o hábito de lançar objetos pessoais no palco?<br />
</strong>(Risos) Acho que provavelmente isso acontece mais no Brasil. Aqui nos Estados Unidos é mais comum que os fãs nos entreguem coisas na saída dos shows, nos bastidores. Já recebemos sutiãs e esse tipo de coisa, mas não temos o hábito de colecionar. Mas algumas fãs aqui são bem loucas. Já cheguei a ver algumas tatuagens que fizeram para nós.</p>
<p><strong>5. Você viu as fotos da Hayley Williams [<em>vocalista do Paramore - da mesma gravadora do grupo</em>] fazendo topless na internet?<br />
</strong>Na verdade eu preferi não ver. Fico com receio de ver coisas assim quando relacionadas a algum amigo. Na minha opinião, ela lidou muito bem com isso. Foi bem madura. Aqui nos Estados Unidos esses escândalos são muito frequentes e, na maioria das vezes, as pessoas envolvidas procuram negar ou fingir que não tem nada a ver com o ocorrido. Hayley saiu dessa de uma forma bem adulta.</p>
<p><em>* A Rocket to the Moon se apresenta no Brasil em março. Dia 9, em Curitiba; dia 10, em São Paulo e 11, no Rio de Janeiro. Mais informações no site do </em><a href="http://webrockers.com.br/new-nextgenerationfest-sp.htm"><em>Next Generation Fest</em></a><em>.</em></p>
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		<title>5 perguntas para Jordan Witzigreuter, do The Ready Set</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 14:43:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Falamos com o líder da banda norte-americana The Ready Set, que toca este mês no Brasil, sobre fãs mais saidinhas, discos conceituais, hip hop e o novo álbum da banda]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-28569" title="Jordan Witzigreuter (Foto: Divulgação)" src="http://playboy.abril.com.br/wp-content/uploads/2012/02/The-Ready-Set2.jpg" alt="" width="600" height="354" /></p>
<p>O The Ready Set na verdade é a forma que Jordan Witzigreuter encontrou para que o difícil sobrenome não se tornasse um problema na carreira artística. Formado em 2007, o projeto faz parte da nova safra de bandas emo-pop norte-americanas, que revisitam o gênero trazendo elementos de outros estilos para ele. Contratado desde 2009 pela gravadora Decaydance, de Pete Wentz, baixista da banda Fall Out Boy, o The Ready Set já lançou dois discos e pretende lançar um novo em pouco tempo. Em março, a banda se apresenta em Curitiba, São Paulo e no Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>1. Assistindo aos clipes e vídeos dos seus shows, percebemos que boa parte do seu público é formada por mulheres. Como você lida com o assédio das fãs mais saidinhas?<br />
</strong>Gosto de pensar que elas estão interessadas por um motivo: a música. Procuro manter uma certa distância daquelas mais exaltadas. Mas estou muito ansioso para conhecer as fãs brasileiras. Há muito, muito tempo que quero tocar no Brasil e estou bem animado para tocar aí. Espero que os shows sejam fantásticos! Quando contei para o resto da banda, eles começaram a pirar de ansiedade pelo show. Temos grandes expectativas e eu espero que seja bem divertido.</p>
<p><strong>2. O The Ready Set é uma daquelas “one man bands”, na qual você toca, compõe e participa de todas as etapas criativas. Para você, isso é mais fácil ou mais difícil do que trabalhar com uma banda completa?<br />
</strong>Acho que é um pouco mais fácil quando se está no estúdio para lidar com minhas próprias ideias e não ter interferência de nenhuma outra opinião. Mas quando estamos em turnê, nós somos uma banda. Eu preciso lidar com isso também. Dou a eles liberdade e controle suficientes para que continuem se divertindo ao tocar. São todos meus amigos e estão comigo há muito tempo. Então, é um pouco dos dois.</p>
<p><strong>3. Seu som procura agregar diversas influências, que vão do rock ao hip hop. Você já fez até um cover do Wiz Khalifa. Qual artista contemporâneo você mais admira?<br />
</strong>É difícil responder, existem muitos. Procuro ouvir tudo o que é novo e único. Gosto de ser influenciado pelo máximo de coisas possível. Admiro vários artistas ligados ao hip hop porque sou bastante interessado em produção e coisas do tipo. Eles têm canções bem <em>cool</em>. Gostaria de um dia fazer uma parceria com Jay-Z.</p>
<p><strong>4. Você já disse que não suporta discos nos quais as músicas se parecem umas com as outras. Acha que está declarando a morte dos discos conceituais?<br />
</strong>Não, não. Não mesmo. Gosto muito de discos conceituais. O que não gosto é que alguém escreva músicas sempre iguais. Para mim, o divertido em fazer o tipo de música que eu faço é que existem sons completamente diferentes em cada canção.</p>
<p><strong>5. No início de janeiro você postou em seu Tumblr que estava começando a gravar um novo disco. O que os fãs podem esperar do novo trabalho?<br />
</strong>Acho que fizemos um bom álbum. Tento sempre melhorar. O que faço é tentar manter as coisas interessantes. Não sei se vai ter muito a ver com o primeiro álbum, mas com certeza terá muito da essência do The Ready Set. Pretendo lançar o disco, provavelmente, entre o meio e o fim de maio.</p>
<p>*Confira o clipe de Young Forever, último single da banda<br />
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<p><em>* The Ready Set se apresenta em março no Brasil. Dia 9 em Curitiba (ingressos entre R$ 54 e R$ 104, info: <a href="http://www.curitibamasterhall.com.br/">www.curitibamasterhall.com.br</a>), 10 em São Paulo (ingressos entre R$ 50 e R$ 120, info:</em><em> </em><em><a href="http://webrockers.com.br/new-nextgenerationfest-sp.htm">http://webrockers.com.br/new-nextgenerationfest-sp.htm</a>) e 11 no Rio (ingressos entre R$ 60 e R$ 120, info:</em><em> www.circovoador.com.br)</em><em></em></p>
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